Cidades e seus problemas

Esta edição do “Cidades e Soluções”, da Globo News, me deixou profundamente incomodado com algumas projeções. Seremos 9 bilhões de pessoas em 2050. Na reportagem, especialistas falam sobre possíveis soluções para acomodar tanta gente. E outra, já estamos no século XXI, onde os problemas, como  a poluição do meio ambiente e a falta de sustentabilidade, precisam ser resolvidos com certa urgência. Desenvolvimento sustentável é garantir os recursos naturais do nosso planeta para as próximas gerações. Mas será que estamos prontos? Vale a pena assistir e re-assistir, como fiz.

Clique Aqui – Crescimento das grandes cidades ameaça a qualidade de vida da população

Programa do ratinho sai da Geladeira do SBT

Eu me lembro que, talvez, o auge do programa do Ratinho foi em 1999. Ganhava da Globo (famosa novela Laços de Família). Era no horário das quase nove horas da noite. Minha mãe, meu pai e meu irmão também assitiam Ratinho. 

E ele voltou. Segundo o site Abril.com,

Silvio Santos deve estar rindo à toa. Na sua estreia no final da tarde de ontem (4/05), o apresentador Ratinho ficou com o segundo lugar no Ibope – registrando 8 pontos, com picos de 10, o dobro da audiência do canal no mesmo horário. Também na segunda-feira, o “SP Record” registrou 6 pontos, enquanto Datena apresentou 5 – ficando com o quarto lugar.

Mas voltou sem nehuma novidade ou surpresa. Pelo menos na parte que vi. A música de fundo é a mesma. O cenário mudou. Está mais ‘moderno’. Mas os quadros parecem iguais ao do passado. Um retorno a fórmula que deu certo?

No programa desta terça, o caso do menino que se transforma em cachorro. Uma reportagem de Madalena Bonfiglioli tratava sobre o tema. No palco, o conhecido Padre Quevedo discutia com um pastor ‘se o caso do tal menino era do capeta ou não’.

Enfim. O programa do Ratinho ficou no ar de 1998 até 2006. E quem não se lembra dos famosos testes de DNA? As brigas? O brega?

Fragmentos da TV Manchete

Em Belo Horizonte, me lembro que ‘sintonizava’ a Manchete no Canal 4.  A TV Manchete saiu do ar em 1999. Ficou conhecida também pelos seriados japoneses. 

Mas o que mais me arrepia é a qualidade técnica do Jornalismo da extinta Rede. 

No vídeo abaixo, a abertura de Jornal da Manchete em 1995. Atente-se aos elementos visuais do estúdio, da bancada e do movimento de câmera. Sem falar da apresentadora, Márcia Peltier. 

Ainda hoje, encontro por aí alguns que foram da Manchete Minas…

A assessora do Governo de Minas, Bia, é um exemplo. Em uma conversa antes de uma fala do governador, ela me contou pouco sobre os tempos de Manchete. “Trabalhei com sua chefe de reportagem (Madalena Fagundes) ainda na TV Manchete”. 

Sérgio Luiz, que era cinegrafista da PUC TV / Rede Minas, também. “A Manchete ainda não me pagou. Tá na Justiça… Se eu não receber, minha filha recebe”.

Mas como tudo aquilo foi ‘falir’. É arrepiante como a música padrão da emissora!

Telejornalismo antes do Webjornalismo

Achei esta vinheta no youtube,

Mostrei minha mãe, meu pai… Disseram que “nossa, eu acho que eu lembro desse jornal”. E devem lembrar mesmo: O jornal das Sete estava no ar no começo na década de 1980, quando eles eram adolescentes!

Do youtube ainda acho que,

O Jornal das sete foi criado para atingir dois objetivos que se complementavam: investir mais no jornalismo de serviço e liberar o Jornal Nacional da incumbência de dar conta do noticiário local. 

Antes do seu surgimento, as notícias de cada capital eram apresentadas no início ou no fim do JN. Em determinado ponto do noticiário, sem que o telespectador percebesse, desfazia-se a rede e cada estado entrava com o seu noticiário local. O tempo para desenvolver as matérias, porém, era escasso, o que implicava em um rigor excessivo em relação ao noticiário. A cobertura acabava se restringindo a notícias curtas de 30 segundos sobre problemas de água, esgoto e calçamento. 

– Um novo telejornal, editado por equipes de diferentes estados, permitiu ao jornalismo da TV Globo desenvolver melhor e com mais propriedade o noticiário local. O Jornal Nacional, por sua vez, passou a se dedicar às grandes reportagens e aos assuntos de espectro nacional e internacional.

– O Jornal das sete tinha 15 minutos de duração e ia ao ar diariamente às 18h50. Até ser retirado da programação, em janeiro de 1983, teve como apresentadores Marcos Hummel (Rio), Celso Freitas (São Paulo) e Carlos Campbell (Brasília). Nos demais Estados, o telejornal era apresentado pelos locutores responsáveis pelo noticiário local do Jornal Nacional. 

– Integravam a equipe da editoria Rio, entre outros, Luiz Carlos Cabral (chefe de redação), Cláudio Nogueira, Henrique Lago (chefes de reportagem), Mary Hendi e Teresa Cavalleiro (editoras), Renato Kloss, Glória Maria, Paula Alceu, Pedro Rogério, Leila Cordeiro, Sônia Pompeu, Leny Alves, Ângela Lindenberg, Fernanda Esteves, Mônica Yanakiev, Luis Eduardo Lobo, Samuel Wainer Filho, André Luiz Azevedo, Paulo César Araújo, Caco Barcellos, Sérgio Brandão, Ilze Scamparini, Leilane Neubarth, Paulo César Markun, Bruno Cartier-Bresson, Tarcísio Baltar, Luiz Fernando Melo, Muniz Safatri, Liliane Rodrigues, Cíntia Graber, Maria Cristina Pinheiro, Pedro Bial, Haroldo Machado e Rômulo Casali (repórteres).

Sensacional!


Bastidores da Reportagem

Especial de Fim de Ano

Você sabe como funciona uma emissora de TV? Conhece os Bastidores? Como é feito o jornalismo de televisão em Belo Horizonte? Quem coordena quem? Entenda tudo isso, em uma linguagem simples.

Quando o repórter aparece no video, contando um fato e/ou entrevistando alguém.
Gravando 'Stand-Up'

PUC TV, BAIRRO DOM CABRAL/BH – A rotina do Jornalismo da PUC TV começa na segunda, às 7:30, para a equipe de reportagem 1, do Jornal 15 Minutos: Sálua Zorkot(repórter), Júlio César (Cinegrafista) e Ewerton (Motorista). Na sala da Chefia de Reportagem, a pauta (o assunto da matéria) já está pronta – tudo indicado – marcações, idéia da matéria, informações complementares. Quem faz TV sabe, tempo é dinheiro – devido ao deslocamento, fitas, deadline (prazo de entrega) da matéria e do jornal, que vai ao às 18h30 pela PUC TV e TV Horizonte.

Carro de Reportagem da PUC TV
Carro de Reportagem da PUC TV

Às 8 da manhã, a segunda equipe de reportagem  –  Sander Kelsen (repórter), Carlos Costa (Cinegrafista), além de Simone Moreira (Chefe de Reportagem – que coordena as equipes na rua, além de delegar funções aos produtores) e a equipe de produção – que constrõem a pauta para o repórter  (no turno da manhã são em média 4 produtores).

Preparação de textos e produção do jornal
Redação: Preparação de textos e produção do jornal
Busca pela melhor imagem em coletiva à imprensa – eleições 2008
Busca pela melhor imagem em coletiva à imprensa – eleições 2008

O rádio e a TV são sintonizados em canais de notícias. A internet já é garimpada, em busca das notícias. O filtro é feito: O que é interessante para o público do 15 Minutos? O factual vale – uma coletiva de imprensa sobre um assunto importante, por exemplo, divulgada em última hora pelas assessorias entra ainda no ‘jornal de hoje’.

Livia de Castro, se preparando para entrar ao vivo no vestibular 2009
PUC TV 10 Anos: Lívia de Castro, se preparando para entrar ao vivo no vestibular 2009
Patrus Ananias em visita à emissora
Patrus Ananias em visita à emissora

Reuniões são feitas para se discutir o que vai estar no jornal. Joseany Rodrigues é a editora-chefe e responde pelos acertos e erros do 15 Minutos. Além disso, ela é editora dos textos dos repórteres. João Marcos também é editor de texto, corrige textos e avalia o que foi feito no jornal.

A repórter Franciele Xavier e a editora-chefe Joseany Rodrigues
Revisando o Texto: A repórter Franciele Xavier e a editora-chefe Joseany Rodrigues

Os repórteres normalmente retornam à redação por volta das 13/14 horas. Fecham o texto, o editor corrige e depois gravam o off –  é a narração do repórter que você ouve nas reportagens de TV. Passagem é o nome que se dá quando o repórter aparece no vídeo – ele conta dados estatísticos, dá o desfecho de um caso. Amarra as partes de um VT – É a continuidade!

No video, o repórter Sander Kelsen fala sobre dados estatisticos
Fazendo passagem: No vídeo, o repórter Sander Kelsen fala sobre dados estatísticos

A edição de imagens é feita por Ana Maria e Mateus Caixeta – juntos com o editor de texto, escolhem as sonoras que exemplificam as reportagens. Sonora é a entrevista, onde uma pessoa está no vídeo para lhe contar uma informação nova ou reforçar o que o repórter disse no off.

A editora de Imagens Ana Maria, na Ilha de corte seco.
A editora de Imagens Ana Maria, na Ilha de corte seco.

O jornal vai ao às 18h30, ao vivo. No estúdio, câmeras e TP – Teleprompter. O ‘TP’ é onde o apresentador lê e interpreta o texto (uma notícia) para você que assiste ao jornal. Esse recurso é ‘invísivel’ e você nem nota que ele conta com esse auxílio.

Júnia Miranda, diretora da PUC TV, apresentando o 'Universus'
Do estúdio para a TV: Júnia Miranda, diretora da PUC TV, apresentando o 'Universus'

Ao final do jornal, os editores avaliam o que deu certo e errado na edição e discutem mais tarde com os produtores, repórteres e chefia de reportagem.

PUC TV é um canal da TV universitária de Belo Horizonte e em 2008 completou 10 anos. Por lá, já passaram importantes nomes do telejornalismo mineiro  e brasileiro. Atualmente é dirigida pela professora Junia Miranda.

Equipe 1º/2009
Equipe 1º/2009
Entrada da Redação
Entrada da Redação

curtas: Assessores, ética, Pantanal e TV Manchete.

Hoje, mais do que nunca, talvez aprendi que

Assessores de imprensa não praticam jornalismo, ainda que tenham título. Estão apenas compromissados com a empresa que trabalham, não com a opinião pública. Não é possível isenção quando o objetivo é o de divulgar apenas fatos favoráveis à imagem de pessoas e instituições privadas ou públicas ou amenizar os danos provocados por denúncia comprovada. (Manual de Telejornalismo – Heródoto Barbeiro / Paulo Rodolfo de Lima)

Na folha On Line, momento para relembrar sucessos antigos e que permaneceram. A novela Pantanal ganha destaque, mais uma vez. E o jornalismo multimídia com o Jornalismo Impresso  é presente por lá. Cheiro de nostalgia e de relembrar isso: 

E em pensar que meu irmão de 13 anos não sabe o que foi a TV Manchete. O presente de natal dele vai ser um tal de MP9.

Qual será o próximo capítulo?

Há duas semanas venho trabalhando, no que os jornalistas, comunicadores, comunicólogos RTV’s chamam de Produção para TV. Minha função basicamente é levantar dados e construir uma reportagem. O que tenho aprendido é que TV é pauleira e é pra quem realmente gosta – é, eu gosto! Marcar horário com fontes, apurar dados, construir uma pauta: é de ficar sem fôlego!

Tem gente que acha que trabalhar em TV é Glamour. Não tem nada de Glamour. Somos trabalhadores como outros. E bota trabalho nisso. Álias, você tem algum assunto pra me sugerir?