Saltos altos.

Senhor, peço licença para lhe contar o que me atrai neste bar. Não é a decoração alternativa. A bebida é um chamativo e a música é de primeiríssima. Também está longe disso. Eu gosto deste balcão que mistura madeira e metal. Me lembra aqueles filmes americanos onde tudo pode ser encontrado. A obra prima são as mulheres. O apetrecho é o salto que usam. Já observou? Quando passam por esse tablado, um show de sensualidade. Sem segundas intenções: admiro o que é belo.

Quando aqui se apoiam e pedem uma bebida, só me deixo suspirar. Quando a mulher coloca um salto alto… Ai, como a energia do ambiente muda. Elas ganham o poder de quem manda aqui sou eu. De fato, elas são protagonistas em todas as situações. Admito. Com o salto, é diferente: adquirem mais poder. E o presente é para nós, homens. Gostamos… como elas são bondosas.

Desce mais um vinho. Hoje a noite tem mais do que 12 horas. Quero esticar. Meus olhos merecem. Minha imaginação também. Um viva as mulheres e aos saltos altos!

Casa da Ópera – Teatro Municipal de Ouro Preto / Minas Gerais

A antiga Casa da Ópera de Vila Rica

A arquitetura é do período colonial. A Casa da Ópera foi inaugurada em 1770, no aniversário de Dom João V. Hoje é também o Teatro Municipal de Ouro Preto. Um lugar que guarda muitas curiosidades. Por exemplo, uma janela, que funciona como uma concha acústica. Por causa dela, o som chega a todos os lugares da plateia com o mesmo volume. As cadeiras tem 104 anos. Os assentos são feitos de palhinhas, e o encosto é no formato de lira, um instrumento musical. Uma referência ao espaço que já recebeu e ainda abriga espetáculos de todo o tipo.

Entrada
Concha acústica

O teatro está no livro dos recordes por ser o mais antigo das Américas. Ele já passou por algumas mudanças. Antes havia uma escada que levava o público direto para a platéia. Hoje o acesso é feito pela lateral do teatro. A última restauração, em 2006, descobriu uma pintura em cima da boca de cena do teatro. É a representação do drama, da comédia e da música.

Camarote de Dom Pedro I / II
Energia colonial.

Um teatro de 240 anos também guarda muitas preciosidades. Uma delas está no palco. É o antigo ponto. Se o ator esquecia o texto, uma pessoa ficava no ponto para lembrar tudo. Do outro lado, na plateia, não se ouvia nada dessa cola. E tinha que fazer bonito, porque no camarote estavam importantes personalidades, como a família imperial.

Um quê de família imperial.

E Ouro Preto…

Cenas cotidianas - Ouro Preto
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Ouro Preto: cidade contemporânea também
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Da janela do carro de reportagem