O quinto dia útil.

Oito horas da noite e ele espera o convite de toda semana (Uma semana sim, outra semana não! Assim vai construindo a arte dos encontros). Os últimos minutos do trabalho são torturantes e sufocam. Pede água para suportar. Bebe uma xícara de café. A torcida para finalizar tudo a tempo, antes das nove, é constante. O relógio fica em cima da mesa. observado minuto a minuto. Uma sensação de adolescência toma conta do corpo: tem pouco mais de 20 anos, hormônios a todo vapor e uma criatividade invejável a qualquer diretor de criação. É impaciente, mas não toma a iniciativa de ligar. É manhoso, carente, exigente.

Da porta do carro, ele a fitou. Desceu calmamente. Um beijo simples e descompromissado – para abrir o apetite. Ela correspondeu. Feito leoa, só que com sentimentos humanos. Cada olhar parecia uma eternidade. Uma garoa fina ajudava o clima de descoberta. Tudo muito novo a cada encontro. Nem parecia que se conheciam a tempos. Intimidade já tinham…

Descia do vigésimo andar. No elevador, se ajeitava. Retocava a maquiagem, observava se estava tudo certo com a roupa. Sabia ser feminina e gostava disso. Sendo assim, não abria mão de seus direitos. É feminista – e ele achava isso um máximo: um charme irresistível.

– Pra onde vamos?

Sempre ela fazia essa pergunta. A resposta, se repetia: “Para onde o destino nos levar”. Sem dúvidas, o que ela mais gostava nele era essa possibilidade de alma livre, de não ter planos sistemáticos demais. Poderiam seguir para um lugar mais reservado, um restaurante, um copo sujo. Dependia apenas de ele ligar o carro e ver as possibilidades. A noite de sexta-feira sempre reserva boas e agradáveis surpresas.

Costuma registrar o que encontra no caminho. Uma árvore, o queixo dele, a senhora parada no ponto de ônibus, o trânsito engarrafado. Um dia, quando os dois assustaram, estavam em Ouro Preto, há 100 km da capital. Talvez uma loucura. E que o papo se transformava em algo mágico… Nisso, o tempo e o espaço sempre eram relativos.

 

Anúncios

Fotografias de Rua

Produtores da ‘Fotografia de rua’ registram a vida e a cultura das cidades. Talvez eles procuram por um Henri Cartier-Bresson dentro deles – o momento decisivo! É o que está registrado em um site que encontrei na internet.

Para quem gosta de fotografia, vale a pena dar uma olhadinha e se deliciar com os diversos momentos, enquadramentos e estilos fotográficos pelo mundo. Os protagonistas são, na verdade, as cidades e pessoas que se deixam registrar. 

When it comes to street photography, many photographers traditionally choose to work in black and white, focusing the viewer’s attention on the subject by eliminating the distraction of colour. Wide angle lenses are used by photographers who like to get in close to the action, a method that encourages interaction between the photographer and subject. Another technique is use a lens with a long focal length to take photos from a distance and throw the background out of focus. Smashing Magazine

 

regitro - fotografia!
situações, cidades, pessoas: registro - fotografia!