Ainda não parece ser inverno.

Quando foi a última vez que a caminhada não pareceu dolorida e difícil? Existem coisas piores do que a falta de liberdade: não encontrar perspectivas – mesmo que insistentemente, de tanta teimosia. Elas são atenuadas quando escolhas do passado se tornaram tão rígidas, mas tão rígidas, que se parecem com preconceitos: é praticamente impossível quebrar. Mudar ou “buscar o novo” (como as promessas em festas de colação de grau para ser devoto do novo) se torna tão inatingível. A gente vai pra batalha. Trava uma guerra interna todos os dias. São ações de proporções que o outro não pode imaginar. Este é um esforço para viver, ser visto e revisto.

(O inverno chega de mansinho. A pele tenta se adequar mais uma vez. É desidratada com a água quente, onde se evapora também os sonhos mais secretos. Que paradoxo! É tempo da fé hibernar. De limpar a sujeira da alma com cuidado. Não de clarear. Só permear a certeza de que amanhã a primavera vai renovar tudo; curar cicatrizes e ensinar que a paciência é a principal moeda de troca para a vida.)

 

 

 

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