Estado meditativo.

O sol se foi em 20 minutos. Ainda beirava às 19h30 quando ele cochilou. É assim o horário de verão: (não ajuda muito) acelera o dia e quando se vê… não há tempo de se viver. Não havia dormido de forma satisfatória no dia passado. Queria passar a limpo o ano todo. Praticamente impossível: das suas conquistas, dos seus descontroles; o modo de como tratava os amigos, a relação com a família (apenas algumas de suas prioridades). O sol havia chegado e ainda estava lá: sem roupas, encostado na parede, sem pernas e braços cruzados. Num estado meditativo! Frágil e forte. Observou os primeiros sinais de vida… logo depois daquela noite tão escura e sombria – porém, de temperatura ideal.

Forçou a se levantar. Não queria encarar a vida mais uma vez. Como era duro recomeçar e recomeçar todos os dias e novamente. Lembrou dos bons momentos para não se fazer triste. Se teria chegado até ali, teria algum propósito. O fardo era duro… vinha se arrastando. E ele não tinha mais o bom humor e o espírito aventureiro de sempre. Deixou-se criar uma carapaça espessa, difícil de ser lavada e deixada para trás sem nenhuma culpa. Sentia uma saudade grande. Só não sabia de quê. A vontade era de colocar os pés no chão em meio as pedras… para massagear e afagar sua própria alma.

Devia continuar… mas, para onde? E repetiu Fernando Sabino como mantra. Mesmo que todos os sinais indicassem que estava no caminho certo! Achava que ainda lhe falta algo. O que havia de errado?

“De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro”. – (O encontro marcado, de Fernando Sabino).

Mais uma vez apelou para Adélia Prado:

– O que queres que faça, Deus?

E Ele respondeu. Sail away. Veleje!

Em tempo: reconstruir sonhos e rever estratégias dá trabalho e exige da alma.
Em tempo: reconstruir sonhos e rever estratégias dá trabalho e exige da alma.

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