Viva 2014!

Minutos antes de começar a entrevista, a senhora centenária – moradora de São Roque de Minas – me fez uma pergunta com muita lucidez:

– Você desconfia qual é o segredo da vida, menino?

Não sabia a resposta. Sem querer ser pretensioso, logo pedi para ela responder.

– É a convivência com a simplicidade! A gente deve ser cúmplice dela! E 24 horas por dia. Até nos sonhos.

Pois bem, ainda ouso acrescentar que a vida se faz com boas doses de persistência. Falo aqui dos problemas cotidianos, daqueles que insistem em nos atropelar e deixar em segundo plano quem somos. Se é para fazer retrospectiva, vamos lá. 2013 foi um ano extremamente difícil. Um banho de água fria em todos aqueles planos e projetos que você faz no réveillon e quer colocar em prática o mais rápido possível. Sem ressentimentos… que bom que foi assim! Ouvimos um ditado desde cedo, do ato de “ser brasileiro e não desistir nunca”. Outro dia, assistindo uma entrevista de um filósofo na TV, fiquei embasbacado. Ele dizia de maneira acalorada:

– Para trás, nem para pegar impulso!

E é justamente o que apontou minha numerologia para o próximo ano. Agora é hora de findar a crise e colher apenas os bons frutos. Encerrar a introspecção e encarar o mundo. Talvez não estava fazendo isso da maneira correta… apesar de ter todas as oportunidades. O jornalismo, por exemplo. Eu concordo com uma coisa: é muito mais que profissão. É lição de vida. Hoje posso dizer: conheço minha cidade de cabo a rabo. Vou além: tive verdadeiras aulas com cada pessoa que conversei para as reportagens. Fiz pós-graduação gratuita, na escola da vida, sem medo de errar e com ânsia pelos acertos.

Finalizando: eu tenho preferência pelos números pares. E fé de que tudo vai dar certo. Para o novo, desejo que caminhem comigo a família, os amigos, o presente e também um pouco de descontrole. É para ficar mais emocionante.
Então, feliz 2014.

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Estado meditativo.

O sol se foi em 20 minutos. Ainda beirava às 19h30 quando ele cochilou. É assim o horário de verão: (não ajuda muito) acelera o dia e quando se vê… não há tempo de se viver. Não havia dormido de forma satisfatória no dia passado. Queria passar a limpo o ano todo. Praticamente impossível: das suas conquistas, dos seus descontroles; o modo de como tratava os amigos, a relação com a família (apenas algumas de suas prioridades). O sol havia chegado e ainda estava lá: sem roupas, encostado na parede, sem pernas e braços cruzados. Num estado meditativo! Frágil e forte. Observou os primeiros sinais de vida… logo depois daquela noite tão escura e sombria – porém, de temperatura ideal.

Forçou a se levantar. Não queria encarar a vida mais uma vez. Como era duro recomeçar e recomeçar todos os dias e novamente. Lembrou dos bons momentos para não se fazer triste. Se teria chegado até ali, teria algum propósito. O fardo era duro… vinha se arrastando. E ele não tinha mais o bom humor e o espírito aventureiro de sempre. Deixou-se criar uma carapaça espessa, difícil de ser lavada e deixada para trás sem nenhuma culpa. Sentia uma saudade grande. Só não sabia de quê. A vontade era de colocar os pés no chão em meio as pedras… para massagear e afagar sua própria alma.

Devia continuar… mas, para onde? E repetiu Fernando Sabino como mantra. Mesmo que todos os sinais indicassem que estava no caminho certo! Achava que ainda lhe falta algo. O que havia de errado?

“De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro”. – (O encontro marcado, de Fernando Sabino).

Mais uma vez apelou para Adélia Prado:

– O que queres que faça, Deus?

E Ele respondeu. Sail away. Veleje!

Em tempo: reconstruir sonhos e rever estratégias dá trabalho e exige da alma.
Em tempo: reconstruir sonhos e rever estratégias dá trabalho e exige da alma.

Iluminação de natal em 2013 – Belo Horizonte.

Além disso, existem outros artigos decorativos na praça. Vale o passeio.
O verdadeiro espírito. O verdadeiro espírito.
As cores para este ano que predominam na decoração: azul anil, branco e verde. Para lembrar um paixão: a do brasileiro pelo futebol.
As cores para este ano que predominam na decoração: azul anil, branco e verde. Para lembrar um paixão: a do brasileiro pelo futebol.
A praça da liberdade recebeu mais de 1 milhão de micro lâmpadas para comemorar o natal.
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