Breve encontro.

Ela surgiu não por acaso em uma noite de céu ainda claro. Temperatura na casa dos 24 graus, umidade relativa do ar em 70%. O vento estava ideal: chegava como brisa e refrescava. E assim, o sopro vinha entre as montanhas e também movimentava seus cabelos longos. De sotaque baiano e beleza oriental, apesar de dizer que não é descendente. Aparência jovial, de uns 19 anos. Sorriu para ele ao ver uma situação cômica (em um jardim da Praça da Liberdade). Ela transformou o lugar em seu próprio quintal de casa – mora ali perto. Ao sair da faculdade de arquitetura, todas as tardes, repousa na grama… apoiada no coqueiro. Mira bem a rua em calçamento e o coreto do outro lado. Estava sozinha, mas acompanhada pelos seus sonhos.

Trocaram algumas palavras. Apenas. E ele teve a impressão de conhecê-la de outros tempos, outros lugares. Mas não se lembrava.

(E por isso, parou. Os reflexos foram diminuídos. Veio dirigindo para casa como se estivesse encantado. Num ritmo um tanto intocável e automático. Não observava os sinais, as faixas: o anjo da guarda teve trabalho – foram muitos pedidos de desculpa. Estava em êxtase e era a primeira vez que experimentara a sensação. Deixou a roupa de trabalho no chão e vestiu a de dormir pelo avesso. Só percebeu quando sua mãe alertou).

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