Os arquivos.

Quando o técnico colocou luvas e pediu para diminuir a intensidade das luzes, logo pensou que estava diante de um grande achado. E era. As prateleiras se faziam grandes e altas; movidas com a ajuda de mãos e manivela. Os corredores não precisavam ser tão extensos… mas o espaço, todo climatizado, esse sim, merecia cuidados pontuais para conservar a papelada toda. O livro de capa em tons marrons veio envolto de uma energia de séculos passados.

– Esse é de 1711.

As páginas, amarelinhas pelo tempo, revelam a mais fina arte da taquigrafia. A tinta era viva, mesmo depois de mais de 300 anos. De lá, o registro de uma das cidades mais antigas do Brasil: Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo. Hoje, Mariana, a cidade-vizinha e irmã de Ouro Preto.

É mais uma – das tantas – riquezas do Arquivo Público Mineiro. O prédio que abriga a instituição – criada em 1895 – fica em Belo Horizonte, na Avenida João Pinheiro. A Constituição Estadual de 1891 ainda está bem preservada: de capa verde, veluda e moldada pelo tempo. Um mapa chama a atenção. Ele divide a cidade de Sabará em comarcas: parte de Vila Rica, parte de Pernambuco, parte do Rio das Mortes.

São documentos históricos preservados graças ao trabalho dos historiadores, sociólogos e demais cientistas.

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