Do estar.

Há uma vontade que nasce no coração e quer fugir para outros lugares.
Tenta não julgá-la, apenas sente e quer entender. É apenas um sinal do corpo?
Assim ele é sempre quando a lua é nova; o depois de um outubro de transição: o que será?
Ao fechar os olhos, a imagem revela castelos medievais.
Consegue sentir a brisa, mesmo que não seja mais real.
De outros tempos! – Quer correr pelos campos. Abraçar as senhoras que usam longos vestidos multicores, com rendas bem trabalhadas.

O sino da igreja emite um som inconfundível e bem forte.
As carroças e seus cavalos se recolhem.
O homem prepara uma fogueira.
A energia elétrica ainda demoraria para ser inventada.
Tantas velas em um mesmo ambiente!

Pretende repousar em uma grande pedra – bem no alto da montanha – ao anoitecer.
E sair quando um chamado maior acontecer.
Tudo ainda parece muito confuso. E tão familiar.
Deseja não acordar. Aqui é melhor, aqui não é cruel.
A onda de água salgada invade casarões antigos, sustentados pelas histórias de pessoas simples e sábias.
Não é mais inverno. As flores lhe dão alergia. Os espirros saem com mais força.
O sonho de um menino que, ao longo dos séculos, desconfia de quem seja.
Ser. Um dos verbos mais significativos do mundo.
Descobrir o que fez em outros verões está mais latente.
Torna-se um artigo de necessidade.
Então é por isso… deixa pistas na expectativa que vá encontrar ele próprio.

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