A sexualidade alheia.

Este sou eu, sem cortes. E sei muito bem quem sou: os defeitos, os acertos, o jeito, o que preciso mudar… Afinal, são 25 anos dedicados a me descobrir em todos os âmbitos! E poxa, mais uma vez, são duas décadas pra isso. Se não souber quem sou, tô perdido. É coisa de gente precoce, o que sempre fui. Claro que não estou pronto. Há muito o que aprender. Mas aqui me refiro sobre a minha própria essência, o que é imutável. Cresci assim: um tanto extrovertido, por outras vezes bastante tímido. Apesar de ter essas posições duais, sou apenas um só – com redundância mesmo! Algumas vezes ouço piadinhas ou comentários maldosos referentes a minha pessoa. O que não me preocupa e nem me torna inseguro. Eu deixo que passem por mim; sem retrucar, fico na boa e velha esportiva. O famoso ditado “pérolas para porcos”. Os esteriótipos que colocam, ah, confesso, me rendem boas gargalhadas.

Eu acho muito estranho algumas posições que parte da sociedade assume e faz questão de colocar em prática. Alguns exemplos: homem sensível? Gay. Homem que tem letra bonita? Gay. Homem que chora? Gay. Mulher que joga futebol? Sapatão. Mulher que não se cuida? Sapatão. Mulher que fala grosso? Sapatão. Mulher que não quer se casar? Sapatão. Uma conclusão despretensiosa? Ser homossexual, mesmo nos dias atuais, na era do conhecimento e da informação, não deve ser fácil. Vejo que são condenados, taxados de ruim, tratados sem parcimônia por muita gente que se diz liberal.

Tenho amigos que são e me contam casos que me fazem, por um instante, desacreditar no ser humano. Enfim, Milton Nascimento já cantou, qualquer maneira de amor vale a pena. Essa questão de estar dentro do armário, o que muito colega me perguntou por causa de um infeliz que postou uma frase de mau gosto no meu facebook – o que me fez preparar esse ‘esclarecimento’ sobre a sexualidade alheia (a caixa de mensagens lotou e o telefone não parou de tocar por causa disso!): não teria paciência e estômago para ficar por lá. Ser transparente é uma das minhas características. O ato de ser feliz também. Mas, cara, fico imaginando uma coisa. E quem está e tem que ouvir que está, sendo apontado n vezes? Que porre! As pessoas não se mancam o quão inconveniente deve ser. O processo de mudança começa conosco. O outro, imagino eu, pouco pode fazer nesse caso… a não ser complicar ainda mais. A pensar.

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