Da ausência.

Ela, ela, ela... sempre ela,  a LUA .
Ela, ela, ela… sempre ela, a LUA .

Algumas coisas me atropelam ultimamente.
Por isso me ausentei: colocar em dia a bagunça interna.
Jogar as tralhas no lixo.
Me desapegar.
Mas eu não me canso de observar gente.
De todas as idades…
Ao atravessar a rua, no almoço do restaurante, nas palavras ao celular.
Outro dia deixei o carro na garagem e fui de ônibus.
Estava com saudades do tempo do colégio,
de ouvir prosa alheia e aprender.
De ver casas e arquiteturas nunca antes percebidas.

Para sentir o contraste da cidade, tem receita.
Cadeira de um transporte coletivo, suor, nada de óculos.
Suaves movimentos com a cabeça e um bloquinho com caneta.