Bonita.

Ela não me impôs nenhuma condição e por ser assim, me conquistou. Ou oito ou oitenta:  e vou me deixar levar pela arte das sutilezas. Não quero me envolver em pesados jogos de sedução onde quem ganha são apenas os egos. Se amor é integração de dados, que seja com simplicidade – palavra com conotação verbal (de ação!) que faço questão de colocar em prática em minhas relações e trocas com o mundo.

Adélia Prado parece ter feito a tradução dela da melhor maneira. Isso sem conhecê-la!

Enquanto digito algumas palavras no computador, ela passa. Sorridente, desfila o sentimento alegria pelo ambiente de trabalho. Abre a porta com cuidado e deseja boa tarde a todos, sem se esquecer de ninguém. Os meus olhos acompanham os movimentos sem dualidade, detalhes de gestos seus e sua simpatia.

– Boa tarde pra você.

– Boa tarde!

Se acomoda na cadeira, pergunta o que tem para hoje. Toma um copo d’água. Eu continuo a observar, disfarçadamente. Não quero trazer alarde ou anunciar que eu a reparo. Fico arquitetando planos: uma, duas, três e quantas vezes for necessário. Se fosse um desses herois dos quadrinhos, tiraria ela dali por algumas horas. Sem destino pelos céus da cidade.

A chamaria de “Bonita”. Ela é. Pele branca, olhos marcantes e um quê de ingenuidade. Assim, sem cortes.

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