Yoga (Azul) em Belo Horizonte

Filosofia de vida.
Momento de permissão.
Ouvir o Deus que habita em nós.
meditar.
Respeitar.
Ensaio feito no Spa Urbano Ananda - Bairro Santo Agostinho em Belo Horizonte - Contato: 25265686 / Andréa

Fotos sem nenhum compromisso com a técnica. Apenas com o azul e com o Yoga.

Azul

Doenças que podem ser curadas utilizando-se o Raio Azul: febre, escarlatina, tifo, cólera, peste bubônica, sarampo, rubéola, varíola, aftas, apoplexia, histeria, epilepsia, palpitações, espasmos, reumatismo agudo, vômitos, purgações, sede, disenteria, diarréia, icterícia, biliosidade, cólica, intestinos inflamados, olhos inflamados, mordidas, coceiras, dor de dente, dor de cabeça, desordens nervosas, insônia, menstruação dolorosa, traumas, etc. O Raio Azul é um dos maiores anti-sépticos do mundo. É possuidor de luz refrigerante, elétrica, soporífica e adstringente. A luz azul, transmitida pelos compostos de vidros corretos, pode estancar sangramentos nos pulmões, baixar febres, curar dores de garganta e realizar muitas outras coisas aparentemente incompreensíveis. O Raio Azul atinge todas as facetas da Verdade, da lealdade, da responsabilidade, sendo, portanto, um atributo do Espírito. Antigamente se dizia que uma pessoa nobre tinha sangue azul, pois era uma pessoa que trilhava o caminho da Verdade e a tudo conseguia vencer. Não existe nada neste mundo superior à Verdade, que é uma emanação do Espírito. Quem compreender a Verdade exata das coisas estará perfeitamente afinado com o Raio Azul e se beneficiará de sua grande serenidade. Entretanto, o azul só é plenamente utilizado quando atingimos um estado de perfeição. Os Raios Azuis são calmantes e promovem a descontração, além de transmitirem à mente preocupada, excitada ou em constante estado de nervos, uma grande serenidade e paz. FONTE: http://ordembeth.confrariamisticabrasileira.org.br/

Anúncios

Belo Horizonte no passado, da janela do carro de reportagem

O endereço é tradicional, rua Sapucaí, no bairro Floresta. Próximo ao viaduto Santa Tereza, caminho de quem volta para as regiões leste/nordeste e até norte. Descobri hoje que a rua abrigou a primeira favela de Belo Horizonte. Isso muito antes da fundação da capital. E foi feita por operários, mas retirada em 1902 da Sapucaí – por estar muito próxima à área central. Ou seja, tudo pela estética da Avenida do Contorno.

Do carro de reportagem: Rua Sapucaí, Bairro Floresta

Fecha nela.

Ainda na região é fácil encontrar registros sobre os ferroviários e ferrovias. No edifício Chagas Dória funcionava o Instituto de Auxílio dos Empregados da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Hoje é a Fundação Municipal de Cultura. Porta de entrada da cidade é a Praça da Estação.  Por onde você olhar, seja em prédios ou ruas, vai encontrar história. Uma importante protagonista do nosso dia a dia.

da janela lateral.

E é essa protagonista que aparece em flagrantes contemporâneos da pressa e com o apoio do tribunal de pequenas notícias. Com vocês as manchetes:

O flash que ofusca o sol!
A calmaria de um semáforo fechado.
A mulher que atravessa a rua.

3 frames do Rio São Francisco – Velho Chico (Cidade de São Francisco / Minas gerais) e algumas reflexões

São Francisco 1
São Francisco 2
São Francisco 3

Eu gostaria que alguns momentos de minha vida durassem por toda a eternidade. A viagem com os amigos: quanta conversa, quanta cumplicidade. A idade dos vinte anos: um período de transição dividido com prazerosas descobertas – quanta responsabilidade, quanta alegria. Os pais: seus ensinamentos e a interminável fonte do amor! E deixando a modéstia de lado, toda essa vida e-ter-ni-za-da, talvez como fotografia transformada em vídeo. Ou como uma fonte que é cíclica e que ao mesmo tempo se renova. E ela têm águas claras, para deixar transparente o que somos. Quando somos jovens, somos uma lousa apagada. Mas quando envelhecemos… (risos) o que a gente fez de si está aqui, ó, na cara! Nossa cara: uma grande e bela lousa. Quase toda escrita, completa, inquieta, desafiante, brilhante.

Maktub: Já estava escrito. A nossa única saída é virar gente. E virar gente é exercitar o amor.

Palavras do dia? Ritual. Religare.

p.s. = E com toda segurança, eternizaria também o texto de Clarice Lispector. As doces e intrigantes palavras de Drummond. E também minhas contradições e minha capacidade de fazer perguntas…

Coletiva de imprensa? Respire!

Pode ser um dos momentos mais prazerosos do dia de um repórter. Ou não! Minha primeira cobertura de “coletiva” foi em 2008, em Belo Horizonte. Às 11 horas da manhã, o então governador Aécio Neves junto com o prefeito de BH, Fernando Pimentel, inauguraram um viaduto (ou acesso) para facilitar a ida de quem vem da Avenida Bernardo Vasconcelos para ir ao Minas Shopping e ao Extra Hipermercados – era parte de um dos viadutos da nova “Linha Verde”. Chegamos um pouco mais cedo, às 10h, para fazer imagens do viaduto e conversar com pessoas para saber o que achavam da obra. Toda a imprensa estava. O clima é de cordialidade entre alguns repórteres… Os cinegrafistas falam sobre as novidades de câmeras e um burburinho sobre alguém que mudou de emprego. Algumas piadinhas e brincadeiras: e é isso!

Na época, era totalmente cru. Mas aprendi muito.

#Observação1: Se marcaram para às 11 horas a coletiva, não espere que o governador ou prefeito vai chegar no horário. Eles atrasaram 40 minutos. Por isso, se o seu jornal vai às 12h15, sempre tenha um plano de fuga. Mantenha contato com seu editor. Avalie a possibilidade de gravar um stand-up e cair com o VT.

#Observação2: Converse com o seu cinegrafista. Assuma que nunca cobriu uma coletiva de imprensa. Com certeza, ele vai te dar dicas preciosas.

#Observação3: Não tenha medo de perguntar, mesmo sendo novo no meio de tantos jornalistas. Se você não fizer a pergunta que faltava e que é importante para o recorte do seu VT, vai dançar. Prepare-se para ouvir muitas e boas do seu editor;

#Observação4: Não vá para uma coletiva de imprensa esperando que deve abordar só o assunto da hora. Era a inauguração do viaduto. Mas como era tempo de eleições municipais, apenas uma pergunta foi feita sobre a obra… o resto era sobre política.

#Observação5: Cuidado com o cabo do seu microfone. Esteja sempre preparado e nunca deixe-o enrolado!

#Observação6: Prepare seu braço. Você com certeza vai segurá-lo por muito tempo em uma coletiva. E não faça cara que está entendendo, Realmente ouça o que o seu entrevistado está falando. Provavelmente não terá tempo para decupar a fita e ouvir novamente. E o seu editor vai querer saber, tim tim por tim tim, o que foi abordado e respondido!

#Observação7: Depois do fim da coletiva e da muvuca, pare um minuto para elaborar as ideais. Avalie a possibilidade de elaborar a passagem: Peça auxílio à redação se for gravar. Converse com seu editor! Grave 2 passagens se tiver dúvidas! Mas isso com calma e ao mesmo tempo, agilidade!

#Observação8: Não esqueça do protetor solar. Nessa coletiva, o sol estava ‘rachando’ e até peguei um bronze. Apesar de quase impossível, é importante se hidratar também.

#Observação9: Respire! Assista depois os VT’s das outras emissoras. Avalie o que você podia ter efeito. Veja os erros e acertos. Refaça seu texto! É garantia de aprendizagem e que vai trazer mais segurança para você.

#Observação10: Faça bem feito. Dê o melhor de você. Mesmo trabalhando em uma emissora pequena, tenha certeza que alguém está assistindo. E ainda vai descobrir que até outros colegas – mais ou menos experientes – estão assistindo você.

Na medida em que for lembrando, vou colocando as observações aqui.

Belo Horizonte: 1999

O ano de 1999 começou com um certo quê no ar. Um quê de talvez, de transformações, de crescimento, de descobertas. O meu coração batia mais forte, eu sabia disso! Período de transição, de bug do milênio: ah, o meu primeiro computador sem internet e com tantas possibilidades virtuais. A vida cabia em um disquete: eram os joguinhos sobre pokémons. Como sempre, gostava de assistir TV. Gostava de fazer TV. Meus auditórios e os ídolos cabiam no terreno aqui de casa. Os cenários eram feitos de papel almaço. Também foi a primeira vez que diagramei um jornalzinho. Tudo à caneta Bic, com alguns poucos recortes de jornal. Uma notícia ali e uma receita acolá. Lembro da primeira crônica, de um belo rio azul. Colei na porta do meu guarda roupa: ficou muito especial. Ainda era criança. Estudava à tarde, fazia miojo antes de ir para o colégio. Escola estadual, mas como era boa! Os meus cadernos da quinta série estão até hoje comigo. Não consigo jogá-los fora. Quem é que até hoje guarda com carinho essa importante fase da vida? No caderno de português, uma letra ainda tímida, que queria estufar as curvas e dizer ao mundo o motivo delas estarem sendo escritas. Sempre fui dedicado. Destaque nas matérias: tirava boas notas, apesar de não entender muito bem matemática. 1º lugar em aproveitamento, o boletim também está guardado até hoje e não me deixa mentir. As provas eram impressas com o auxílio do mimeografo. É isso mesmo? A grafia está correta? Mimeografo. Quem disse que a juventude de hoje conhece essa fantástica máquina que leva álcool e tinta? E em alguns minutos… está lá, ela coloca no papel os conhecimentos! Máquina de xerox? Quanta novidade para a época! A professora de geografia tinha um cheirinho divino… paixão de adolescente-criança, quem não teve? A aula começava às 11h e terminava às 16h. Um horário pouco comum. Antes de chegar em casa, o café da tarde. Parada na padaria. Como gente grande, pedia: um pão com salame e um copo de refresco? Tudo isso por apenas 1 real! Como era barato (…) 1999, ouvia capital inicial. 1999 vai ser só mais um ano! Para mim? não!

Telejornalismo em Minas

Expressar as opiniões pessoais sobre um determinado assunto – natureza de muitos blogs. No jornalismo, o que não falta atualmente são palavras que exploram o cotidiano da profissão jornalista. Mas ainda falta, falta muito: algo que fale/discuta/questione as técnicas do telejornalismo regional. E elas são técnicas específicas, elaboradas muitas vezes na correria: fórmulas e mais fórmulas. Mas atenção, técnicas que não deixam de lado aquela essência do jornalismo. No post “Telejornalismo Minas” pretendo contar o dia a dia de um repórter de televisão de Belo Horizonte: dificuldades, a redação, a edição, a produção, o texto, as situações. Talvez antecipar algumas tendências. Utilizar um texto autoral é minha missão. Um texto longe daquele que é aprendido nos primeiros períodos da faculdade. Pode ser um texto jornalístico… ou não! Então, não estranhe o grande número de palavras que se reiteram, cacofonias e figuras de linguagem. Gosto também de abusar do tempo desconexo. Quem disse que esses elementos não podem ser utilizados para a aprendizagem? Sem dúvida nenhuma, o telejornalismo é hoje um dos maiores meios para a educação desse país: o jornalismo que educa. É através da TV que as mentes são abertas, ou não. Por isso, quem trabalha com TV sabe: somos educadores. É a oportunidade de falarmos para um grande público sobre tudo. Somos especialistas em idéias gerais. Sabemos alguns minutos de muitos assuntos. E nada sabemos. E o mais importante, não queremos ser poetas de um mundo caduco.

Que tal deixar o lead 1/3 de lado?

Abrir uma matéria (ou VT, nome mais utilizado na redação para as reportagens) é um dos exercícios que mais exige criatividade, agilidade e concisão. É também um dos momentos de maior dúvida e pânico para quem faz pela primeira vez um texto para a TV. Muitas vezes, há a predominância do texto impresso no primeiro OFF (narração).

Por exemplo,

O encontro dos amantes da caminhada aconteceu neste sábado, às 14h, na Praça da Liberdade em Belo Horizonte. O objetivo é incentivar a prática de exercícios físicos, o que traz benefícios para a saúde.

É comum, como iniciante na  prática, seja como estagiário, trainee ou foca – e que nunca teve contato com o telejornalismo – cometer esse erro. O seu editor, com certeza, vai alertar e indicar um caminho melhor para começar o texto. Uma técnica que é muito usada no telejornalismo é estar atento aos detalhes (rs, e é claro, uma técnica básica do jornalismo). Por que não começar o texto de forma mais light, interessante e que prenda a atenção do seu telespectador o tempo todo do jornal? Não é isso que queremos? Passar a informação correta, de uma vez só – já que o jornal televisivo não abre a oportunidade para o telespectador rever de novo a matéria para entender. Antes de sair da redação é extremamente importante de que o repórter imagine como vai ser o produto final. Não estou dizendo que o texto tem que sair pronto antes de você ir à campo. Não. Mas é importante você roteirizar tudo e pensar o que você quer destacar no VT.

Um exemplo de roteirização,

OFF 1 – Vou falar sobre a preparação dos amantes da caminhada

OFF 2 – Vou destacar alguns aspectos, como uma criança que participa da caminhada ou um idoso cheio de energia!

OFF 3 –  vou contar alguma história de superação e como a caminhada pode ajudar na saúde

PASSAGEM (Quando o repórter aparece no vídeo, amarrando a matéria, ou destacando uma informação visual) Vou falar sobre a última caminhada que aconteceu e os frutos que ele gerou e ainda destacar algo que faltou  da caminhada deste ano

OFF 4 – vou falar com o organizador do evento para dados mais técnicos

OFF 5 – Vou fechar a matéria com um personagem interessante, com uma boa história e que destaque que vale a pena a caminhada.

Com a roteirização, você evita surpresas na hora de fechar o seu texto, sabe como direcionar as perguntas ao entrevistado e elaborar melhor a passagem. Sabe aquele papo de deixar 1/3 o lead de lado na TV? Pois é! Na TV chamamos o lead de Cabeça… o texto que o apresentador vai ler chamando o seu VT! Se tiver com dúvida, você como iniciante, comece com o lead – a cabeça – e depois vá para o OFF 1. No assunto “amantes da caminhada” temos,

OFF 1 = PARA FAZER CAMINHADA NÃO PRECISA CAPRICHAR NA BELEZA/ BASTA UMA ROUPA CONFORTÁVEL E UMA PITADA DE BOA VONTADE//

Deu para sacar a importância de deixar de lado o tradicional lead do impresso? Na TV não há uma receita para o texto certo, mas algumas técnicas que pode deixar o texto mais atraente. Se de grão em grão a galinha enche o papo, chegaremos lá!