Todas as canções.

Eu me balanço, me remexo e me identifico com as curvas da estrada que me leva à Itabira. Depois do trevo, vejo placas que falam de Ipoema. A máquina fotográfica parece ganhar vida e quer registrar tudo:  desde o verde das árvores às casinhas de beira estrada. E ao chegar  lá, onde tranquilidade e modernidade caminham de mãos dadas, uma boa tarde ao velho e bom poeta.

Encontrando ouro nas ruas.
Encontrando ouro nas ruas.
Telepatia com Drummond

Drummond me acompanha no São Pedro – que nessas terras é sempre confundido com Santo Antônio. Daí me lembro de uma frase de uma amiga, ” o tempo e o espaço são relativos… a minha essência, não!”. Na rua, eu encontro uma casa. Casa que não se faz hoje. Não só pela arquitetura… mas é uma casa com quintal – Um barato! – e muito, mas muito amor. Nela está Naná, cuidando de sua horta… e por lá, parece que as tardes são eternas. Sábia. Serena. Observadora. Boa ouvinte. Uma mulher brasileira… e também guerreira.

A sorrir... pretendo levar a vida.
Mergulhar.
Em cada detalhe.

Com a pequena Annie, volto à infância. São trava-línguas, risadas, brincadeiras… E o coração bate mais forte em cada gesto: Como é bom lembrar que podemos errar. E o melhor,  que temos e devemos enfrentar o mundo, mesmo com todas as dificuldades.  Palavra do encontro: feliz!

Sol na cabeça.
Tem dias que eu fico...

Em Itabira, a comida é outra, feita com muita energia boa. No prato, muitos alimentos – bem coloridos –  que pela velha desculpa da pressa do cotidiano, quase nunca vejo. Soja. Azeite. Nectarina. Queijo Frescal. Lentilha. Vai me dizer que isso não é requinte? E você tem alguma dúvida da razão do povo do interior viver mais?

Num grande colchão na sala, de pijama mesmo, com a porta aberta para a varanda, e sem aquela preocupação com os assaltantes, vejo que a conversa com os amigos ganha outro plano. Um plano astral – tenho certeza disso. O nível é alto. Nobre. Íntimo. Especial.

E a gente vai aprendendo que a vida é como um dia em Itabira. A chegada, o almoço. Um caminhar pela mata. O café da Tarde. O jantar. A prosa da noite com os amigos. O sono. E tudo isso vai recomeçar no próximo dia. Mas atenção! Essa rotina não cansa, tampouco traz tédio. É proveitosa, harmoniosa! No próximo dia, novo aprendizado. E não me canso de reiterar, como o tempo e os amigos são generosos!

sou especialista em ideias gerais. sei alguns minutos de muitos assuntos. e não sei nada. sou um sobrevivente sob os escombros dos valores mortos. não serei o poeta de um mundo caduco. também não cantarei o mundo futuro. o tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente. ‘um cara que queria voar. foi perto do sol e se esborrachou. mas arriscou’. pode ser que sim. pode ser que não. eu nunca escolhi o que eu ia fazer na vida. sempre fui o escolhido. mas sou meu e não de quem quiser. queria ser motorista de ônibus. hoje sou multi funções. sei onde quero chegar e me preparo para isso. sou geminiano de 1988, signo da comunicação. mas era tímido. já não sinto tanta falta dos tempos de colégio. são ‘lacunas’ que foram preenchidas com o cotidiano. aprendi, na marra, que só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo. quando perguntam sobre minhas qualidades, me enrolo. elas são muitas (modéstia). quase sempre coloco uma não-qualidade como qualidade. me contradigo. acho normal isso. não abro mão de falar bobagens. seriedade o tempo todo cansa. coleciono pequenas proezas. aos 19 anos fiz alguns leitores se emocionarem com uma crônica que escrevi. aos 18, viajei para o norte de minas para ser rondonista. aos 11 anos, consegui chegar ao final de mário world do super nintendo, em uma televisão sharp de 1990. conclusão: quando você é jovem, é uma lousa apagada. ai quando envelhece… o que você fez de si ta aqui ó, na cara. gosto de conviver com pessoas, de vitalidade, de beber cachaça, de namorar no inverno, do meu nome, de lembrar de coisas que ninguém viu, de belo horizonte, de minas gerais. não gosto de remédios e muito menos hospital. acredito que tudo é energia: eu, você, ele e ela. prefiro não estudar sob pressão. aprendizado é coisa séria e gosto de ler os livros calmamente. minha meta é contar 1 bilhão de histórias – abusando da falta de continuidade, tempo não-linear e tempo desconexo. às vezes, o conforto nos deixa burro e corrupto. muito burro e corrupto. acredito que o problema do brasil está na raiz. as pessoas devem ser educadas, não instruídas. educadas, em casa. quando emoção sai do coração, vira bandeira, vira partido… (risos) nunca deu certo. eu tenho certeza que um dia tudo vai mudar. não para mim. não para você. o ser humano está aprendendo. os obstáculos são normalmente desagradáveis. mas essas coisas normalmente desagradáveis… nos ajudam! agora, mais assertivo. estou aprendendo a dançar. gosto de tango, não tenho problema em assumir isso. desconfio o que me deixa satisfeito mesmo é dormir 16 horas por dia. sou seletivo, exigente. priorizo a qualidade e o conteúdo. se o santo não bateu com algo, não adianta tentar. estou ampliando o meu gosto musical. atemporalidade… ela chega de mansinho e quando você percebe, dá risadas e lembra como o tempo e os amigos são generosos. tem pessoas que são tão pobres, tão pobres, que tem a conta bancária recheada de dinheiro. e outra, não oprimam pessoas na minha frente. não terão minha parcimônia, tomarei o partido delas e vocês vão se danar. uma conversa honesta resolve tudo. longevidade? não é defeito viver bastante. só não gostaria de ficar ultrapassado. gosto sempre de dizer que gosto da minha vitalidade. estive pensando outro dia que o brasil tem uma possibilidade de integração que poucos têm. qual é a infinita possibilidade real? ai eu percebi: aqui judeu se dá com árabe e vão juntos ao centro de macumba. não é uma maravilha? as diferenças enriquecem. elas estão ai para contribuir e não nos separar. eu penso outra coisa: a nossa única saída é virar gente. e virar gente é exercitar o amor.

A partir da agora, visito pouco as páginas da internet, isso inclui esse blog. E tenho orgulho de dizer que nem sei mais o que é orkut tampouco MSN.  Mas o importante é que aprendi a caminhar por outros caminhos. Amyr Klink, outro dia por telepatia, me disse que é preciso viajar. E é o que  estou fazendo.

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