Programa do ratinho sai da Geladeira do SBT

Eu me lembro que, talvez, o auge do programa do Ratinho foi em 1999. Ganhava da Globo (famosa novela Laços de Família). Era no horário das quase nove horas da noite. Minha mãe, meu pai e meu irmão também assitiam Ratinho. 

E ele voltou. Segundo o site Abril.com,

Silvio Santos deve estar rindo à toa. Na sua estreia no final da tarde de ontem (4/05), o apresentador Ratinho ficou com o segundo lugar no Ibope – registrando 8 pontos, com picos de 10, o dobro da audiência do canal no mesmo horário. Também na segunda-feira, o “SP Record” registrou 6 pontos, enquanto Datena apresentou 5 – ficando com o quarto lugar.

Mas voltou sem nehuma novidade ou surpresa. Pelo menos na parte que vi. A música de fundo é a mesma. O cenário mudou. Está mais ‘moderno’. Mas os quadros parecem iguais ao do passado. Um retorno a fórmula que deu certo?

No programa desta terça, o caso do menino que se transforma em cachorro. Uma reportagem de Madalena Bonfiglioli tratava sobre o tema. No palco, o conhecido Padre Quevedo discutia com um pastor ‘se o caso do tal menino era do capeta ou não’.

Enfim. O programa do Ratinho ficou no ar de 1998 até 2006. E quem não se lembra dos famosos testes de DNA? As brigas? O brega?

Um clichê, um dia do trabalhador.

“Aprendi a trabalhar cedo, com 10 anos. Em 1999, já dava um duro no supermercado. Arrumar prateleiras, caixa, passar pano de chão, atender clientes. Tudo isso fazia pela manhã. O que ganhava era muito, 20 reais por mês e sonho da família sendo construído. Depois de algum tempo, parei com o trabalho para estudar. Em 2006 entrei para a universidade. Em 2008, virei repórter de TV e voltei a trabalhar pesado”. 

Na TV, antes do Jornal Nacional, Carlos Roberto Lupi, Ministro de Estado do Trabalho e Emprego?… (A tarja da TV sumiu quando estava copiando isso, fiquei com preguiça de ir no Google para confirmar o crédito dele.)  “Esse é o Brasil, que tá dando certo. Boa noite e muito obrigado por sua atenção” – Se referindo ao crescimento do emprego? no país e que tudo melhorou?!? (…)

Mas uma homenagem ao trabalhador.

Metade, Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante

Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.

Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço

Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância

Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito

E que o seu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.

Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba

E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.

Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor

e a outra metade também.

Ótimo dia do trabalhador!