Jornalista 21.

Talvez pareça estranho ou pareça muita responsabilidade para mim. Em 2009 ganho o tão sonhado título de bacharel em Comunicação Social – Jornalismo. Talvez nem pareça, é muita responsabilidade.

O sonho de criança, a cada dia que passa, se torna realidade. Há uma propaganda de margarina que diz, “é melhor você preparar seu coração”. Tô preparando o meu.

Me lembro hoje da primeira matéria que escrevi. A minha “mega-reportagemzinha” – especial, claro. Lá, escrevi sobre uma escola que dava dicas de nutrição às crianças. A segunda matéria, sobre uma comunidade que reivindicava um serviço mais decente em relação às linhas de ônibus. Depois comecei a escrever freneticamente. Para o Impresso, rádio e internet – Xodôs de muitos estudantes de jornalismo!

Eu nem me dei conta, talvez, de que entrei na faculdade com 17 anos. É, a grande maioria entra. Da universidade sairei com 21 anos e decidido no que farei pelo resto da minha vida. Talvez entre em uma pós-graduação. Talvez faça outra graduação. Mas meu coração será sempre do jornalismo.

Juro cumprir minhas obrigações como jornalista dentro dos princípios universais de justiça e democracia, coerente com as idéias de comunhão e fraternidade entre os homens, para que o exercício da profissão redunde no aprimoramento das relações humanas que resultará na construção de um futuro mais digno, mais justo, para que os que virão depois de nós.

Como Bacharel em Comunicação Social, prometo buscar meus ideais, seguindo a meta de trabalho que livremente escolhi. Comunicando com ética honestidade e responsabilidade, aquilo que aprendi. Prometo promover a aproximação entre as pessoas, para que possam compreender o sentido da comunicação na sociedade e na humanidade.

Citação de: Pesquisa realizada por Luciana Lima, exclusivamente para o Portal www.formatura.com.br e-mail de contato materias@formatura.com.br

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Mulher Melancia é Cult

Atenção Brasil! Mais uma fornada de cultura: It’s Watermelon Woman! Depois de Lucianta Gimenez – que de anta não tem nada, me desculpem, srs. intelectuais –  ela com sua buzanfa medindo sei lá quanto desponta. Abrasileirando, é a mulher Melancia!

E quem disse que ela  não é cultura também? Quer uma prova?

Com Nietzsche

– Nietzsche traz a reflexão sobre a ciência quando confrontada com a arte em seus primeiros escritos, tendo como crítica central a verdade. Mulher Melancia traz também uma reflexão. Assim como Nietzsche, ela se precoupa em estar sempre na mídia – É feroz consigo mesma. Ela é uma arte, uh?

– A moral! Sob a luz da teoria Nietzscheana, assim como o teórico, Mulher Melancia faz uma crítica radical da moral – só que da sociedade brasileira pós-moderna: quebre os padrões! Segundo uma fonte minha, ela é obesa. E quem disse que as gordinhas não podem ser ícones sexuais? Quem são esses moralistas da sociedade que impõem isso? Ponto para Mulher Melancia!

– Na teoria de Nietzsche, há a abordagem contra o enfraquecimento do homem, contra a transformação de fortes em fracos. E Melancia deve ser a favor de Nietzsche: quanto mais homens com dinheiro, maior será a probabilidade da extensão de sua fama de 15.

Por essas e outras que Nietzsche é pop. Por essas e outras que Nietzsche é coca. Por essas e outras que Nietzsche é mola. Por essas e outras que Nietzsche é mosh.

“A sociedade moderna é niilista, isto é, dominada pelos valores morais, pelos valores superiores, que são justamente os valores da DECADÊNCIA”. Decadência. Decadênciaa, uouuuu!

Segundo Rosseau,

– Mulher Melancia tem um contrato social com o Brasil – as eleições estão chegando, né?;

– Renunciar à liberdade, é renunciar à qualidade de homem, aos direitos da humanidade e mesmo aos seus deveres. Mulher Melancia na Playboy já!

– Mulher Melancia tem um pacto social com o Brasil – E pontofinal. 

E depois dá uma olhada nas tags que eu coloquei para este post: Tem gente que vai comer gato por lebre.

Junte-se a mim, e grite, para ressaltar a indentidade cultural do Brasil: Vai Mulher Melancia, Vai! Queremos você agora como apresentadora!

 

Qual será o próximo capítulo?

Há duas semanas venho trabalhando, no que os jornalistas, comunicadores, comunicólogos RTV’s chamam de Produção para TV. Minha função basicamente é levantar dados e construir uma reportagem. O que tenho aprendido é que TV é pauleira e é pra quem realmente gosta – é, eu gosto! Marcar horário com fontes, apurar dados, construir uma pauta: é de ficar sem fôlego!

Tem gente que acha que trabalhar em TV é Glamour. Não tem nada de Glamour. Somos trabalhadores como outros. E bota trabalho nisso. Álias, você tem algum assunto pra me sugerir?

101 – Tv cruj e Disney Club

Acordei. Liguei a TV, na Globo. Eram 10 da manhã. Esperei por Bob Esponja, mas começou, para minha surpresa, 101 Dalmatas. 101 me arremeteu direto ao meu passado: Tv Cruj, Disney Club, Dá o play Macaco! Década de 90, 1998, 1999. E em pensar que eu brincava de Tv Cruj no porão de minha casa. Uma tv velha, uma caixa que funcionava como câmera e amigos compondo o elenco. Estava no ar, a minha Tv Cruj.

“Marsupilami vêm correndo pela selva, mas que calda grande, quanta empolgação!”

“Pateta e Max… A dupla que é demais! Amigos de fé… Yeah!”

“Pimentinha é demais, ela só faz o que quer, só há uma pimentinha no mundo… quem vai encarar a Pimentinha?”

De segunda a sexta, às 18h era sagrado. Logo depois de Tv Cruj, Chiquititas. Acho que estou falando grego pra meninada que tem 10 anos hoje. Dolfas!

Naquela epóca, Silvio Santos tinha acertado.

Eu estou dançando comigo mesmo

Toda vez que ela entra pela porta principal da sala fico perplexo. Talvez, em outra encarnação, fomos amantes ou morremos juntos. A minha história se parece mais com a clássica Píramo e Tisbe. Me imagino em um abismo, onde, com um empurrão das circunstâncias, sou abraçado e sufocado pela multidão das incertezas. Será que ela me quererá? E se ela evoluir, será que isso me inclui? Hoje aprendi que Tv não tem nada de glamour. Há, muitas vezes, uma briga de egos entre seus produtores, jornalistas e técnicos. E eu aqui, brigando com meu ego particular, sem incomodar a ninguém, em lugar exterior algum – ah, doce amargo baixo ego! L’amour pas pour moi.

Uma corrigida na postura, uma checada na roupa: nada pode estar errado, tudo foi minuciosamente trabalhado para a saudação. “Boa Noite!”. Múmias do Egito antigo, a transformação física se dá do liquído para o sólido: Pedra! Rock! Last night I said this worlds to my girl. Please, Please, Please me, oh yeah, How I pleased you. Em que mundo você está? Tudo bem? Me mantenho paralizado, é o dia da caça. E a caçadora é ela.

A cena musical no instante é embalada por Doing that thing that you do, do The Wonders. Adequada para o momento: A banda não existiu, foi apenas uma mera bandinha de um filme. E talvez, por parte dela, não existiu também nada – e a culpa é toda minha. Somente breves palavras. Saudações. Boys don’t cry traduz o amor platônico. O mundo é injusto, ela nunca saberá por mim que eu a amo.

No corredor, ela já se foi. Semioticamente falando, construo em minha cabeça o plano de ação do futuro mais do-que-imperfeito. Eu vou me levantar, andar apresadamente, a puxa-la e dizer: Vem comigo! Ao subir as escadas, procurarei uma sala vazia. Sem esperar um minuto a mais, um beijo. Mas, amanhã, irei nutrir e continuar minha platônicação – é neologismo?!? – até que as próximas férias amenize isso.

Eu só quero que ela entenda que eu não tenho culpa da falta de coragem por não expôr minhas emoções. “Vamos discutir, se você quiser, sobre o mundo?” Ela já me esteriotipou, me enquadrou em caixas negras. E eu prefiro acreditar nisso e deixar como está. Talvez não seja homem ainda, apenas um menino de 8 anos que quer brincar com seus carrinhos e fliperamas. If I give my heart to her, I must be sure. Aujourd’hui ça commence avec toi.

 

Indicadores Musicais
 
– If I fell, Across the Universe

– I’m a Loser, The Beatles

– Boys don’t cry, The Cure

– Non, Je ne Regrette Rien – Edith Piaf

– L’amour, Carla Bruni

– Dancing With Myself, Billy Idol

Serra da Moeda

A idéia da matéria é mostrar o esporte para-pente. Desde o momento da preparação (com as vestimentas) até o momento de levantar vôo. A proposta é fazer uma matéria divertida, na qual o repórter interaja com os entrevistados. Converse com o instrutor, mostre personagens, e por fim, se prepare para sair do chão e voar!

 

Atenção repórter: Nessa matéria você vai passar um dia entre esportistas do para-pente e mostrar isso para os espectadores. É importante que você faça várias aparições na matéria, e converse com os entrevistados no modelo, pergunta e resposta. Mas não se esqueça: apesar de você ser importante, não se torne o astro da matéria, chamando a atenção para si o tempo todo. (A Jú pode te explicar isso melhor). Ah… Organize-se para que voc~e não apareça em todas as cenas, ok?

 

Repórter, você é o chefe da equipe e precisa direcionar o cinegrafista. Então, não parta do pressuposto que ele está filmando tudo. Mostre para ele o que você vai falar na matéria (portanto, o que ele precisa de filmar), e pergunte sempre como está a qualidade das matérias. Quanto a você, boa sorte, e na hora das sonoras fique atento: só você segura o microfone, e perguntas suas – microfone na sua boca, e respostas, microfone na boca do entrevistado. Mais ou menos dois dedos abaixo do queixo, e um pouco mais para cima sem tampar a boca do entrevistado.

 

Atenção cinegrafista: Matérias em que o repórter aparece muito, são sempre mais difíceis de filmar do que quando ele não aparece. Fique atento aos enquadramentos. Cuidado para não dar “teto” demais e pouco chão na matéria. Se for fazer movimentos ousados de câmera, tenha segurança e firmeza na mão. Caso contrário, é melhor os movimentos tradicionais. Faça cenas contextualizando o lugar e cena de corte do entrevistado com ele fazendo alguma atividade (e não falando). Leve tripé e luz (não sabemos se dentro do restaurante estará escuro).

Foto em:

www.flickr.com/sanderkelsen