Tamanhas estaparfudicíes

Gentileza é rara hoje em dia. O trânsito é o maior exemplo da falta dessa palavra. Já Tio Aécim, com sua linha verde, embanana a vida de todos. Já passou da hora de terminar com essas malditas obras.

Por hoje é só. Estou engasgado com a semiótica de Pierce, não consigo pensar em mais nada. Já não durmo direito há 3 dias.

Como uma amiga diz, “quero ficar rico e ir morar numa cidadezinha do interior, viver só de amor”

Tom Paixão na TV

Manhã de segunda, ao contrário de muitos, começo meu dia bem-humorado. Às 6:30 saio de casa em direção à PUC. Congestionamento na rotatória do São Gabriel. Mas, eu, atento e ouvindo música no carro, não dô a miníma. Prova disso, prova daquilo… Fichamento, resenha e apresentação de trabalho. Às 12:30, vou-me embora da casa do saber. Chego no meu lar às 12:50, aproximadamente. Tenho que almoçar rápido, estágio pela tarde e a noite. Fechamento de jornal, algumas matérias para finalizar… Edição de vídeo até às 22:30. Pausa para o almoço, pausa para se atualizar. Pesco a TV.. Record, Rede TV!, TV Alterosa, BAND, Rede Minas… OPA! Band! E esse cara aí?

Tom Paixão é jornalista presente em minha vida desde que eu era pequeninho. Eu lembro dos tempos que ele trabalhava na Record, na década de 1990. Meu avô vivia falando: “é por que Tom mostrou hoje que teve um acidente na Cristiano Machado, o trânsito tá fechado”. Tom Paixão, para mim, é repórter do povo. Não é repórter com “carinha de playbozinho que foi desmamado com os hamburgueres de shopping”.  É curiosa a relação com que a população tem com os jornalistas: são intímos, às vezes, nossos heróis.

E também é por isso que eu admiro o Tom. Em seu blog, leio:

eu fiz uma escolha na vida.
poderia ser médico, advogado, psicólogo, que seria minha segunda opção.
mas não.
preferi ser jornalista.
uma vez jornalista, fiz outra escolha.
quis ser aquele que compra brigas dos outros.
neutralidade eu fingia ter nas provas na faculdade.
sou um ser humano, caramba!
como ser apenas um reporterzinho neutro que fica discutindo as dores do mundo nas mesas de bar?
não.
vamos discutir em frente às câmeras, nas folhas dos jornais, nas ondas dos rádios e agora nos blogs sites e chats possíveis e impossíveis, ora bolas.
e, principalmente, na cara dos poderosos de plantão, eventuais ocupantes de palácios e dachas de verão.
claro que o preço não foi barato e nem deu pra comprar no ricardo eletro ou casas bahia.
se hoje eu cair morto, amigos, se é que os tenho e se os que tenho podem ajudar, teriam de fazer uma vaquinha para me enterrar.
e não é figura de retórica, pode crer.
muitos outros coleguinhas, que ficaram amigos dos “home”, estão nadando de braçada num mundo rico, cheiroso e de bons carros e melhores comidas e bebidas.
cheirosa minha casa alugada é.
taco pinho sol sem dó nem piedade pra todo canto.
e a s10 a gás cheia de defeitos, a seleta e a brahma de cada dia e os tiragostos do bar do rogério me descem muito bem.
não que eu não quisesse ou não queira a chamada vida boa ou seja contra quem a desfruta, por tê-la conseguido honestamente.
mas tenho duas dúvidas: ela é mesmo boa ou só aparenta?
e mais, estaria eu disposto a pagar o preço para conseguí-la?
me violentar a ponto de apertar mãos que deveriam ser cortadas, como no islamismo?
a reposta vem se um titubeio: NÃO!
minha pressão nem aumentou, bem como triglícerides e outras cositas mas.
e nunca perdi uma noite de sono ou tive baixa de ereção por me preocupar ou lamentar por isso.
eu disse: fiz uma escolha.
todo este enorme nariz de cera é pra dizer de coisas que nos fazem muito felizes e não custam um centavo.
ou talvez, o preço de um impulso telefônico.
amanhã te conto, se você ainda estiver por aí.

http://deixeideserbrancoparaserfranco.blig.ig.com.br/

Se um dia ser repórter, quero chegar perto de ser o Tom Paixão.

Do tempo e da paixão – Fragmentos descontínuos de Frida Kahlo

O endereço: Av Alfredo Balena, Teatro Marília – Belo Horizonte/MG. Noite de Quinta – Feira, véspera de meu aniversário. Com bons amigos da Faculdade, pausa para um lanche. Cachorro quente. Logo depois, descobri:  vendiam nachos e guacamole no segundo andar do Teatro. Entre conversas sobre o Clube da esquina e da história de Frida Kahlo, a exposição de Dulce Couto. Uma sirene anunciava: era o começo da peça. E que peça – quero mais!

“O trabalho que agora se apresenta ao público é fruto do tempo em que vivemos. Um tempo em que a cultura de massa, hegemônica, fábrica probutos de diversas naturezas e ocupa as pautas da mídia e nos incita a consumi-lo incessantemente. Nosso tempo também é o das personalidades biografadas e biografáveis, da produção de celebridades instantâneas e culto às imortalizadas”.

Vi, ouvi, recomendo,  gostei. Quanto tempo o tempo tem? Troque os fios!

No elenco, Gabriela Chiari, Zeca Santos e Beatriz França -confesso que os procurei no orkut e os achei! A direção é de Dayse Belico, produção de Cyntilante Produções.

 

cotidiano de Belo Horizonte

Sr. Aguinaldo continua vendendo seus cachorros quentes, doces e balas, na avenida Alfredo Balena, em BH. Sua única forma de se expressar para o mundo, com uma mídia bem “alternativa”: um muro, um pincel e um balde de tinta. Ele é mais um cidadão que cobra o diálogo do governo e a população. Aguinaldo é cidadão.

 

 

Saudade do baião de dois

Não há nada mais exótico do que comer Baião de Dois -humm, aquela comida feita com ovo, arroz e feijão – às 9:00 da manhã. Isso que realmente dá sustância até a hora do almoço. Outro dia, visitei uma escola de Belo Horizonte. No horário do recreio, a criançada na fila da cantina. Prato do dia: Baião de Dois. Em alguns minutos depois, muitos alunos davam o repeteco, “tia, quero mais”,,,

Sessão vale a pena ver de novo para mim. E eu pedi um prato pra tia da cantina. Comi o baião de dois. E se tivesse intimidade, pediria de novo.

Tempos que não voltam mais. Me lembro quando era pequeno, na primeira série: cachorro quente, polenta, tropeiro, baião de dois – Presentes! no cardápio.

 

J-school

A journalism school is a school or department, usually part of an established university, where journalists are trained. An increasingly used short form for a journalism department, school or college is ‘j-school’. Many of the most famous and respected journalists of the past and present had no formal training in journalism, but learned their craft on the job, often starting out as copy boys/copy girls. Today, in many parts of the world it is usual for journalists to first complete university-level training which incorporates both technical skills such as research skills, interviewing technique and shorthand and academic studies in media theory, cultural studies and ethics.

Historically, in the United Kingdom entrants used first to complete a non media-studies related degree course, giving maximum educational breadth, prior to taking a specialist postgraduate pre-entry course. However, this has changed over the last ten years with journalism training and education moving to higher educational institutions. There are now over 60 universities in the UK offering BA honours degrees in journalism. Postgraduate courses are more well-established, some of which are either recognised by the National Union of Journalists (NUJ) or the National Council for the Training of Journalists (NCTJ).

Beira Linha ganha Biblioteca

 

 

Sexta-feira ensolarada. Um descanso depois do almoço. Em uma casa, o encontro com o saber: um espaço que reúne livros, histórias e gente. No número 35 da Rua Beira Linha, no Bairro Ouro Minas, região nordeste de Belo Horizonte, uma placa em uma porta anuncia a recém-chegada Biblioteca Paulo Freire, com acervo de 3000 livros. E os livros, estão quase prontos para serem emprestados aos moradores da região. De literatura infantil a livro didático, são diversas as opções de leitura. Na casa, ainda há espaço para oficinas e reuniões da comunidade.

Gilmar Barbosa dos Santos, coordena as atividades da Biblioteca e da Oficina de Fuxicos que acontece no local. “A casa já foi abrigo para missas e pertence a Igreja Católica. Com as missas transferidas para outro local, o espaço ficou ocioso”, observa Gilmar. Para não deixar a casa vazia, a Igreja cedeu o local para os moradores realizarem reuniões. “Foi proposto uma escola de Informática para que o espaço não ficasse vazio, mas a energia elétrica não era suficiente”, Gilmar conclui. Ele já pensa em um nome para o espaço: Centro Social Urbano Beira Linha.

A Biblioteca surgiu do pedido de uma das coordenadoras do Parque Escola Jardim Belmonte. Com a implantação da Escola Integrada no Parque Escola, projeto da Prefeitura de Belo Horizonte para as escolas municipais da cidade, o espaço onde estavam alguns livros deveria ser reocupado. Com o pedido a Gilmar, os livros foram tragos ao bairro Ouro Minas, em fevereiro de 2008, e foi criado assim, a Biblioteca Paulo Freire. “A comunidade local ainda doou muitos livros”, conta Gilmar. A mais nova Biblioteca é ainda organizada para melhor atender a população. A biblioteca prioriza o público de todas as idades. Segundo Gilmar, “são bem vindas as pessoas que tenham interesse ou curiosidade no mundo da leitura”.

Entre uma prateleira de livros e outra, está Maria Malta, moradora da região. “É importante ter uma biblioteca aqui”, reforça Maria. Consciente, ela participa de uma oficina. “É a segunda vez que venho aqui. É muito bom”, conclui. A biblioteca, que por enquanto funciona em caráter experimental às sextas-feiras, das 13 às 17 horas da tarde, ganha admiradores. Lineu dos Santos Rosa é um deles. Morador há 40 anos do Bairro Ouro Minas, ele destaca a importância do “espaço de leitura”. “É importante tudo de bom que vem para cá. Somos uma comunidade carente, e, projetos como a da biblioteca, desenvolvem mais a comunidade. Basta agora que a população valorize”, diz Lineu. A Biblioteca, por ser nova, ainda não foi bem divulgada, “Houve apenas a divulgação do boca a boca. Mas iremos divulgar melhor para a comunidade”, afirma o coordenador Gilmar.

Espaço para Oficinas

Depois do almoço, às 14 horas, sempre nas sextas e em uma sala ao lado da Biblioteca Paulo Freire, Oficina de Fuxico. A professora Marlene, organiza as aulas. Elisa Custódia de Lima, uma das alunas e moradora do bairro Ouro Minas, prepara-se para a produção de fuxico. “Toda Sexta pela tarde estou aqui. Já é a segunda vez que faço a oficina”, diz Elisa. Aos sábados, também no mesmo espaço, há o projeto Crescer, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Segundo Gilmar, o projeto trabalha com as crianças da comunidade através de atividades lúdicas. “O projeto também promove um momento para que histórias sejam contadas”, acrescenta Gilmar.

 

*Matéria será publicada no Jornal Marco, da PUC MG. Edição 258

Repórter: Sander Kelsen