Vendo!
Abril 29, 2008
PQP! Menos de 15 dias para o retorno às aulas. Janeiro já está no final mas com cara de quero mais. Fevereiro a velha correria novamente: Acordar às 6 da manhã para estudar e retornar às 11 da noite para o lar doce lar. Na verdade, meu ano letivo já começou: estudando inglês, fazendo relatório para o projeto Rondon Minas, estudando jornalismo cultural, montando um projeto de produção cultural, preparando o documentário que irei fazer, construindo um site de notícias… Enfim, não tive férias! E voltar a estudar logo depois de um feriado é dose!
E nas entrelinhas, a OI deu piripaque aqui no final de semana e fiquei sem internet e sem telefone por um bom tempo - 24 horas - absurdo!?!
Para equilibrar isso tudo, comprei mais um livro para minha biblioteca: As aventuras de TinTim - A Estrela Misteriosa. O primeiro da coleção, o xodó. Eu só esperava entrar um dinheirinho a mais para comprar meu primeiro livro sobre as histórias de TinTim, do Hergé. Você sabe, TinTim, o repórter mais famoso do mundo - é coisa de futuro jornalista mesmo. Com 62 páginas de pura aventura e mistérios, pretendo ler A Estrela Misteriosa em no minímo 3 dias (por que se deixar leio tudo de uma vez só!) Abaixo três fotos de As Aventuras de TinTim - Uau!
Clique nas fotos para melhor visualização
Tem muito erro de português e digitação nos posts aí de baixo, eu sei. Isso devido a pressa! Me desculpem eu sei que está errado mesmo, mas tô com preguiça de consertar. Enfim, foram frases de enunciados completos, e que não prejudica o entendimento geral! Ahhhh.. abaixo, uma arara, lá no parque grande sertão veredas, uma de muitas que vi por lá!
Depois de quinze dias longe de casa (longe de casa, há mais de uma semana… milhas e milhas distante do meu amor…) e acordando todo dia ás 5 da manhã/6 da manhã e indo durmir às duas da manhã,
a a equipe do projeto rondon Minas em Serra das Araras, ou simplesmente “Rondon na Serra”, conclui suas atividades da segunda intervenção com um luau com o cantor Patrick, logo depois da noite cultural que realizamos, na pracinha da igreja de Serra. Todos os rondonistas choraram e até eu, depois que Patrick cantou algumas músicas em homenagem a equipe do Rondon na Serra. Com o luau, fechamos as atividades com “chave de ouro” mesmo! A Bárbara, nossa colega turismológa, chorou tantou que eu fiquei até com medo: o nariz dela ficou vermelho igual a cor de um pimentão! Dezembro tá acabando e a equipe de dezembro vai deiar muitas saudades. Muitas frases e chargões foram inventados por nós: “a intimidade é uma merda”, “olha o escorpião”, “abraço coletivo”, “mamão é na cabeça” serão eternizados por mim, com certeza. Fora os cafés da manhã, almoços e jantares no restaurante estância da serra, da dona Maria Paulista. “éééé, pova! Coragem!”
Abraços a todos da equipe rondon na serra!
Visitei a árvore no último dia 19/12. Às 20 horas sai aqui de casa, todo empolgado pra ver a árvore de natal que está na lagoa da pampulha, próxima a igrejinha. Às 20 horas e 20 minutos já estava lá, e o trânsito tava que tava uma verdadeira merda! Pra estacionar o carro foi no minímo uns 30 minutos. E depois que tiramos as fotos em meio ao muvucão que tava lá na pampulha em plena quarta-feira, decidimos (eu e minha família) irmos embora… E quando eu, um mero estudante de jornalismo, estava entrando no carro, um idiota que estava passando em uma moto na avenida Otacílio Negrão, vem e grita:
-” ô bando de atoa! Cês num tem nada pra fazer não? Parecem que nuncam viram uma árvore de natal!”
De um certo modo, o infeliz traduziu o que nós belo horizontinos sentimos: Vivemos em uma roça grande quase sem atrações!
téi, téi téi!
Se acontecer de não chover
Levo a você esse dia de sol e mar
Mas se não for e o céu cair, amor
Ficamos aqui nessa aventura de romper as horas
Dentro, fora
Mundo que vejo, que ouço
Que sinto, que bebo
Que passeio, que permeio
Dentro, fora
Todas as flores e víceras
Tantas notícias
As coisas mais íntimas
E mais públicas
Cada precipício pode ser
O fosso do edifício
E tudo que é dificíl pode ter
Um todo mais bonito
Se não chover e acontecer da gente se ver
Nesse dia de sol e mar
Vamos sair, mas se o céu desabar
Ficamos aqui nessa aventura de romper as horas
Dentro, fora…
Cada precipício pode ser
O fosso do edifício
E tudo que é difícil pode ter
Um todo mais bonito
E tudo que avisto é tudo isso
E tudo que insisto é tudo que preciso
http://www.youtube.com/watch?v=PqM6j0T0XDM
Vídeozim onde todos dançaram MACARENA!
ê decadência! Bons momentos!
Melhor turma de comunicação do mundo!!!
Dia 02/12 viajo novamente para Serra das Araras. Ontem, estive no campus coração eucarístico da PUC para encontrar com a minha nova equipe. Poxa vida, como o tempo passa rápido, já estamos em dezembro! Talvez eu só volte a postar aqui em janeiro, então até lá!
Publico algumas matérias no BrasilWiki!, site de jornalismo colaborativo. Uma dessas matérias que publiquei se chama “Diversidade cultural no sertão mineiro”. Só não esperava que um site do norte de Minas iria dar um copiar/colar sem citar a fonte, ou seja a minha pessoa.
A matéria copiada foi essa:
Serra das Araras, distrito de Chapada Gaúcha, no noroeste mineiro, é hoje um dos principais pontos culturais do sertão de Minas Gerais. A Serra das Araras faz parte do município de Chapada Gaúcha, é citada quatro vezes no livro “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, e ainda possui diversas riquezas, dentre elas, o potencial turístico e a sua população.
O nome “Serra das Araras” veio pela grande predominância de araras vermelhas da fauna local. Chegando em Serra, temos a tradicional estrutura de uma cidade do interior: a praça, o comércio local e a igreja. As ruas ainda não são asfaltadas ou calçadas. As casas de Serra são simples e traduzem a simpatia do povo que vive no distrito.
O grupo de dança São Gonçalo de Serra das Araras é hoje o representante da cultura local. O grupo viaja com frequência pelos municípios vizinhos de Chapada Gaúcha, levando um pouco a tradição do povo de Serra. O grupo São Gonçalo é constituído por homens e mulheres com mais de 50 anos e também por alguns jovens. O grupo vem ganhando espaço na grande mídia. Como exemplo, uma matéria do Jornal Nacional de novembro de 2004.
Com outros eventos, como o rodeio de Serra e o encontro dos povos do Grande Sertão, Serra das Araras vive um quadro preocupante na questão social. Segundo a prefeitura de Chapada Gaúcha, a população jovem do distrito, por falta de emprego, busca nova vida em cidades grandes, principalmente em Brasília, a metrópole mais perto do distrito de Serra. Muitos desses jovens retornam ao distrito depois de não conseguirem emprego nas grandes cidades, e trazem consigo vícios urbanos. Um outro problema é a falta de banheiro em muitas casas de Serra das Araras e doenças como a doença de Chagas.
O distrito conta atualmente com uma enfermeira. Nos projetos de melhoria da saúde da população local, ganha destaque o projeto contra o sedentarismo para a população idosa de Serra das Araras. A terceira idade e um professor de educação física se reunem três vezes na semana para caminharem e também conversar e cantar. É uma forma de deixar a terceira idade mais ativa.
Conhecer Serra das Araras é entrar de forma simultânea na cultura e nos problemas sociais do Brasil. Em Serra, até o pôr-do-sol é diferente. Quando cai a noite, o frio toma conta e vive-se o verdadeiro clima do sertão: dias ensolarados e noites frias.
Comunidades ao redor de Serra
Em Serra das Araras, predomina as veredas e também comunidades com culturas especiais. Um exemplo disso é a comunidade quilombola São Félix, que há pouco tempo recebeu o título de remanescente de escravos. São Félix vive hoje a chegada dos meios de comunicação em massa, como a televisão. Ao redor de Serra há também a associação das bordadeiras. A associação borda para algumas empresas e dá emprego e profissão para mulheres que não tinham de onde tirar o seu próprio sustento.
Na cidade de Chapada Gaúcha, representante do município e há alguns minutos de Serra, predomina a cultura dos gaúchos que a colonizaram na década de 90. A cultura gaúcha é tão presente em Chapada que já até existe o CTG (Centro de Tradição Gaúcha) como forma de manter a tradição gaúcha.
Antônio Dó, um homem que lutou contra a polícia mineira no início do século 20, é até hoje presente em todo o município de Chapada Gaúcha. Ele foi, segundo os moradores mais velhos da região, o cangaceiro de Minas Gerais. Lutou contra as arbitrariedades que o governo fazia com a população local. Existe publicado hoje grande acervo sobre Antônio Dó.
Processo vem aí, hein?
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