Kitsch

Maio 9, 2008

hummm.. interessante!

A palavra é de origem alemã e significa, literalmente, ‘reutilização de móveis velhos como novos’, ou também, ‘traste’. O termo surgiu em Munique, Alemanha em 1860, sendo empregado na área de decoração. É uma negação do autêntico, uma deturpação dos estilos tradicionais e instituídos. Enquanto que o ecletismo mescla de forma dosada e coerente os elementos de dois ou mais estilos, o Kitsch mescla aleatoriamente muitos estilos de uma só vez. É bastante encontrado na arte tumular dos cemitérios de periferia, boates, motéis, residências de novos ricos, igrejas, casas de subúrbio, cassinos, bingos, etc. Por essa razão não é específico de uma ou outra classe: encontra-se entre pobres e ricos. É um fenômeno derivado do consumismo desenfreado, o que levou a uma vulgarização das artes. Os apelos são dramáticos, eróticos, sentimentais, exorbitantes. Kitsch é bizarro, surreal, EXTRAVAGANTE! Las Vegas é Kitsch, pinguim de geladeira, Papai-Noel, Elke Maravilha, Disneylandia, lava-lamp, estátuas de jardim, todos Kitsch!


Willian Waack em BH

Abril 9, 2008

O apresentador e editor do Jornal da Globo, o jornalista William Waack, estará no campus Coração Eucarístico no dia 23 de abril, quando ministrará palestra sobre A Atual Conjuntura Socioeconômica do Brasil, no Teatro (prédio 30). A palestra faz parte do Diálogos Universitários, atividade promovida por  meio de uma parceria entre a PUC Consultoria Júnior e a empresa Souza Cruz. A programação tem início às 18h30, com café de boas-vindas. Logo mais, às 19h15, acontece a abertura, e às 19h30, a palestra. Ao fim da apresentação, haverá um momento reservado para o diálogo entre os alunos e o jornalista.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site http://www.dialogosuniversitarios.com.br/.

A palestra vale para a contagem nas horas de formação complementar. Mais informações: 3319-4251.

Fonte: PUC Minas

ATENÇÃO PARA O PATROCINADOR: SOUZA CRUZ!


CINECLUBE MÓVEL

Abril 3, 2008

Os alunos de Comunicação Social do São Gabriel e do Coração Eucarístico irão exibir uma mostra de curtas feitos em celular através do projeto CINECLUBE MÓVEL. A exibição será no dia 03 de Abril, às 19:30 na unidade São Gabriel, sala multimeios do Bloco I. Depois da exibição dos curtas haverá uma palestra com Dellani Lima, realizador e curador de festivais, além da presença de Vinícius Cabral. A entrada é franca.

O que é o CINECLUBE MÓVEL?

O CINECLUBE MÓVEL é um projeto de exibição de vídeos de celular que busca levantar discussões e reflexões sobre a imagem e sua articulação na contemporaneidade, além de um panorama na produção audiovisual através das mídias móveis.
A primeira versão do projeto foi estruturada em três programas, sendo eles PUC de bolso, com a realização de vídeos produzidos pelos alunos da PUC Minas; o Dossiê Móvel, panorama na produção audiovisual através das mídias móveis ou que dialogam com tal suporte e Molin TL, que apresenta vídeos produzidos por um coletivo artístico formado na cidade de Ipatinga, por alunos de Arquitetura.


Media Training

Março 18, 2008

Estou lendo Media Training: Melhorando as relações da empresa com os jornalistas… de olho no fim da Comunicação Social, de Nemércio Nogueira. Media Training, resumidamente, pode ser entendido como uma espécie de treinamento de pessoas do meio empresarial para o relacionamento com a imprensa, mídia, jornalistas a fim de evitar grandes ruídos.

Alguns pontos do livro:

 - A empresa deve ter uma saudável paranóia preventiva, esforçando-se para evitar situações desagradáveis/ desfavoráveis;

- O media training não é uma ciência exata, não é algo que tem 100% de acerto, mas pode ser uma média boa no relacionamento entre jornalistas x empresas/pessoas;

 - Jornalistas em geral, procuram a empresa para esclarecer ou confirmar notícias negativas;

- O empresário e o executivo não podem esconder-se da mídia;

- Os jornalistas reúnem hoje em suas mãos, os papéis de promotor, júri e carrasco;

- É melhor a empresa tomar a iniciativa de abrir e manter azeitada essa relação do que permanecer passivamente despreparada e vulnerável ao jornalismo investigativo, que pode rapidamente transformar-se em jornalismo de denúncia.   


Cásper Site

Fevereiro 10, 2008

Se fosse para renovar o site da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas queria que ele ficasse igaul ao site da Cásper Líbero, uma das pioneiras no ensino de Comunicação Social do Brasil.

http://www.facasper.com.br/jo/index.php


O deslocamento do olhar na Comunicação Social

Fevereiro 8, 2008

A príncipio, o título desse post pode causar estranhamento. Deslocamento do olhar - Foi o assunto que discuti na última sexta-feira, numa disciplina que se chama Linguagens Digitais - na FCA PUC Minas. Elisa Quintero, nossa professora, foi provocativa: nos apresentou um filme de Eder Santos que é aqui de Minas Gerais mesmo.

p.s = Eder Santos, segundo Arlindo Machado:

Eder Santos talvez seja o mais conhecido e difundido dos atuais realizadores brasileiros de vídeo. Paradoxalmente, sua obra não é fácil. Pelo contrário, pode-se caracterizar os vídeos de Santos como as experiências mais radicais e mais isentas de concessões de toda a produção videográfica brasileira: eles são constituídos em geral de ruídos, interferências, “defeitos”, distúrbios do aparato técnico e, às vezes, roçam mesmo os limites da visualização. Em muitas de suas vídeo-instalações, Santos faz projetar imagens de vídeo sobre paredes texturadas e rugosas, ou ainda sobre dunas de areia ou chão irregular, de modo a perturbar a inteligibilidade das imagens ou corromper a sua coerência figurativa.

Compreende-se bem essa fúria desconstrutiva com relação ao áudio-visual: Santos ataca em seus vídeos justamente a perda de vitalidade das imagens, sua redução a clichês gastos pelo abuso da repetição. A trivialidade da vida cotidiana, o comportamento estereotipado das pessoas, o turismo de massa e a futilidade dos cartões postais são materiais de que o realizador lança mão para construir contra eles, mas a partir deles, uma reflexão implacável sobre a civilização contemporânea.

Depois de assistirmos “Enredando o olhar”, (não tenho certeza se é esse o nome mesmo do filme), Elisa disse uma coisa que me deixou intrigado, incomodado, pensativo:

“Exercite seu olhar. Você já percebeu que quando, por exemplo, estamos vindo para a faculdade ou indo para qualquer outro lugar que já estamos acostumados a ir, sempre olhamos para as mesmas coisas? É quase automático. Tente fugir disso, olhe o que você ainda não viu”.

Batata! Me deixou pensativo, pois é verdade isso: me lembro que outro dia estava no bairro Floresta, dentro do ônibus, rua Jacuí. De repente, resolvi olhar para cima para ver os andares dos prédios. Levei um susto: Há tanto tempo que passo na rua Jacuí e nem tinha percebido casas históricas, prédios em construção, publicidades dependuradas…

“O deslocamento do olhar se dá quando você vê além” - Foi outra coisa que refleti bastante e percebi que tenho que olhar muito além em algumas situações pessoais.

Outra coisa que Elisa disse também,  me deixou angustiado: Os profissionais de comunicação que estão hoje no mercado esperam que a universidade forme seus alunos para que tenham capacidade de produzirem algo novo, diferente. O mercado precisa dessa oxigenação. A comunicação Social precisa então do deslocamento do olhar, precisamos ver algo além!

Qual será meu papel então para produzir algo que oxigene o mercado? Nichos não faltam. É uma angústia boa: Com o tempo você adquiri o background e com a auto-crítica tudo facilita mais, acredito.

Ou será que serei mais um mero papagaio? 


De comunicólogo e louco todo mundo tem um pouco

Fevereiro 5, 2008

Na segunda-feira, acordou como sempre: De mal-humor, com sono e correndo para não perder a hora.Mas tinha acordado com algo a mais: O determinismo de ser o melhor publicitário do Brasil.

A caminho da “casa do conhecimento” fez planos de como seria o anúncio: Tinha em mente o layout, o objetivo e o briefing.

Às 7 horas, recebeu como resposta de seu entusiamo de publicitário vários enunciados de sentido completo:

“Tédio. Que tédio. O público A-B vai morrer de téééédio. Escuta, eu sou o público A-B. Tá um lixo esse anúncio.”

A ficha tinha caído a partir daquele momento. Restou então tentar o jornalismo e as relações públicas. Se não der certo, ele vai para a medicina ou para o direito. Ou se não, faz um curso técnico em qualquer escola meia boca por aí.