Acordar às 14h, dormir às 2 da madrugada. Sair aos sábados sem compromisso e sem medo de ser reconhecido. Ir em shows, curtir um dia estressante de trabalho. Pegar um ônibus lotado na sexta-feira, degustar uma cerveja em uma tarde de domingo no Maletta. Planejar uma viagem com os amigos, arrumar a casa, fazer o almoço.
Qual é a graça da vida sem essas pequenas tarefas? Me diga, qual é a graça de ser rico ou um pop celebridade? Outro dia, um amigo meu disse:
-”Eu não me vejo rico. Não conseguiria ser rico. Eu gosto da minha vida de decadência. Não tenho paciência para tomar aqueles destilados sem graça. Eu prefiro a cerveja, a tekila. Não que eu seja um viciado dependente do alcool. Isso não. Mas qual seria a graça de falar sobre roupas que estão na moda, conversas inúteis e encontros bombas-sociais? Mas vamos nos encontrar num bar. Discutir sobre o mundo, seus problemas. Vamos viver intensamente. Isso para mim é que é a vida decadente. O brasileiro precisa de ser protagonista e não o anta-gonista”.
A cada dia que passa adoto cada vez mais a vida decadente. Vida decadente são os prazeres, de por exemplo, de uma conversa em uma mesa de um bar de bairro, tomando açaí ou comendo um X-burguer e tirar sarro de sua própria vida. Vida decadente é a vida em que todos deveriam seguir. Seriam assim mais críticos consigo mesmos!
Entende a vida decadente?
INDICADORES MUSICAIS
Wave – Tom Jobim
Como os nossos Pais – Elis Regina
1 Comentário
Julho 7, 2008 às 3:53 pm
Vida decadente é ter o cartão Bhbus como salvador, a carteirinha de estudante como aliada, uma boa dose de humor e o principal, bons amigos para compartilhar a decadência da vida!