Apresentadora do Sem Censura. Do Jornal Hoje ao programa da TV Brasil. Eu gostava de ver Sem Censura, na Tv Brasil, às 4 da tarde. Hoje eu não tenho tempo mais para isso. Mas encontrei o perfil da Leda. Gosto dela.
Eu nasci, cresci e me formei em juiz de fora. Foi lá que eu me apaixonei pela primeira vez, aprendi a dirigir carros, trator e caminhão. Foi lá que vi o homem chegar á lua. Foi lá, também, que aprendi a falar mineiro. Mandioca, mexerica, passeio e sombrinha. Só depois, muito tempo depois, já no Rio de Janeiro (que escolhi para viver) é que descobri o aipim, a tangerina, a calçada e o guarda chuva.
Na verdade, eu sempre pensei em ser jornalista. Nunca sonhei em ser outra coisa. E também nunca me ocorreu morar em outro lugar que não fosse o rio de janeiro. O rio é o lugar porque permite que a gente se descubra. Comigo não foi diferente. Me descobri flamenguista saudável, mangueirense de coração, carioca de fé, capricorniana convicta e orgulhosa mãe do carioca Eduardo.
Sou do tipo organizada, gosto de tudo no lugar certo… Se fico triste recebo uma Maria de frente: limpo móveis, arrumo gavetas e armários… Em silêncio. Aliás, gosto do silêncio também para plantar e replantar flores e temperos. Adoro fazer várias coisas ao mesmo tempo, tipo estar ao telefone e na internet enquanto vejo televisão… Aliás, adoro telefone e, principalmente adoro fazer televisão.
Gosto muito de estúdio de televisão. Gosto daquele clima tenso. Daquela voz ameaçadora que diz:… “trinta segundos”… “vai entrar”…
É neste momento que sinto uma calma franciscana, que adoro aqueles milhares de faxes, emails e telefonemas, aquelas várias pessoas falando ao mesmo tempo, aquela multiplicidade de idéias e sonhos. Tudo acontecendo ao mesmo tempo. Pra dizer a verdade, adoro falar. Aliás, gosto tanto que arranjei um jeito de ganhar a vida falando… Graças a Deus, a São Judas Tadeu e a todos os orixás.Com certeza.
4 Comentários
Março 31, 2008 às 2:18 pm
Oi Leda bom dia, olha é com carinho que envio este; Olha minha amiga vanda ver todos os dias o seu programa, eu não vejo é pq não pega a tv brasil aqui em casa, em breve vou comprar um parabólica ok, A Vanda adora vc e eu tbm, pois já te via em outro canal a anos atráz, por favor nos ajude, ela diz que viu no seu programa uma reportagem falando sobre os direitos dos aposentados por invalidez, ter direito a 45% sobre o salário que eles recebem,ela é aposentada por invalidez a 19 anos e nunca recebeu nada disso. Por favor nos ajude, ela precisa muito…UM grande beijo no seu coração.Flávia.
Setembro 18, 2008 às 2:20 pm
Leda,
Eu e meu irmão Mauro assistimos todos os dias seu programa pois vemos a seriedade do nível de informações, orientações e debates que são levantados nos mais diferentes assuntos.
Gostaria de Informar e pedir “SOCORRO”, no descaso que estamos vendo e passando.
Temos um Hemofílico em casa ( filho do meu irmão).
Ele tem a Hemofilia B portanto precisa do Fator 9 para o seu tratamento; está com uma grave crise no joelho e NÃO ENCONTRAMOS o fator em nenhum Hemocentro que já consultamos. Já recorremos a Ouvidoria do SUS mas pelo que vemos será muito demorado.
Estamos preparando documentação para entrar no Ministério Público Federal pois este medicamento é de obrigatoriedade do Ministério da Saúde.
Fazemos tudo e aguardamos sem muito respaldo.
O direito do usuário SUS desrespeitado e um jovem de 30 anos há 7 dias sem dormir, sem comer e sem esperanças. O joelho tomou enormes proporções e se imaginarmos que o sangramento está dilatando a articulação e podemos de longe imaginar a dor sentida pelo paciente.
Gostaríamos que este assunto fosse discutido no seu programa de grande audiência mostrando ás pessoas que precisamos estar melhor informados e que providências serão tomadas Pelo Governo Federal para esta questão.
Pode parecer simples , mas se um hemofílico agora sofre um acidente grave vai MORRER por falta do medicamento.
Usar o Plasma é a única solução apresentada pelos médicos Hematologistas, mas há risco de contaminação pelo Vírus HIV e hepatite C sendo que ele já adquiriu a Hepatite C em outro momento).
Vemos que a imprensa tem um papel importantíssimo para a melhor qualidade de vida das pessoas; por este motivo recorremos a este programa.
Obrigado
Gersonina
Segue no próximo email noticia da Confederação Brasileira de Hemofílicos
Gersonina, este e-mail foi enviado por Gerson [gnunes.br@infraero.gov.br]
Falta remédio para hemofílicos na rede pública
Bianca Melo – Estado de Minas
Pessoas portadoras de hemofilia vivem com medo de se machucar, em função da facilidade de perder sangue mas, desde maio, as que têm a doença do tipo A estão mais preocupadas ainda: elas não conseguem o concentrado de Fator VIII para uso caseiro, medicamento que deve ser usado imediatamente depois de qualquer sangramento interno ou externo. O Ministério da Saúde, que fornece o remédio, feito a partir do próprio sangue, reduziu as distribuição dos lotes. Com estoques em baixa, os hemocentros, distribuidores do remédio, não podem repassar aos pacientes a dose domiciliar e restringem o fornecimento a casos gravíssimos.
Segundo a presidente da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), Sylvia Thomas, todos os estados passam pelo problema, em diferentes níveis. De acordo com as explicações de Sylvia, a falta seria provocada pela resistência do ministério em ceder às exigências dos laboratórios, que cobram mais caro pelo medicamento. “O governo brasileiro quer comprar pelo preço da licitação pública, não quer mudar nada, mas o preço real é mais alto, porque o mundo todo compra dos mesmos fornecedores.” Não é possível comprar o remédio em farmácia. Tudo que o Brasil consome é importado, sobretudo da Austrália, Estados Unidos e países europeus”, informa a dirigente da FBH.
Em Minas, há remédio suficiente apenas para uma única dose, que poderia ser fornecida para cada um dos 500 portadores de hemofilia cadastrados no estado, segundo a presidente da Fundação Hemominas, Anna Bárbara de Freitas Carneiro Proietti. “Se for um acidente de moto, por exemplo, vão todas as doses no atendimento de apenas um caso.” No país são cerca de 9 mil pessoas com a doença.
Anna Proietti já enviou um alerta ao Ministério da Saúde, mas não teve resposta positiva. “Fizemos um apelo ao ministro, porque estamos muito preocupados e o remédio só vem a conta-gotas.” A doença do tipo A é a mais comum e incide sobre 80% dos casos totais – ela é resultado da ausência de uma das proteínas do sangue, chamadas de fator de coagulação. Exatamente a falta do Fator VIII provoca a hemofilia A. Há também hemofilia por falta do Fator IX e outros tipos mais raros.
Sem cirurgias
A falta do Fator VIII impede a realização de qualquer cirurgia em pessoas que têm hemofilia tipo A. “Nem uma simples retirada de dente”, explica a presidente da Hemominas. Sem o medicamento em casa e contando apenas com os hemocentros, o sofrimento é grande, principalmente para moradores do interior. Anna Proietti explica que, para atender aos 853 municípios mineiros, há apenas 13 hemocentros autorizados a distribuir o remédio. Em Barbacena, na Região Central do estado, Venícios Antônio de Barros treme só de pensar nos 100 quilômetros que separam sua casa de Juiz de Fora, onde ele pode buscar atendimento. “Sei que devido ao tempo e à distância, posso morrer. E acho vergonhoso ter que implorar por um produto derivado do sangue humano.”
O cabeleireiro Roberto Pereira Mota, de Belo Horizonte, já não sabe o que fazer. Há mais de três meses sem o concentrado, ele está com medo de viajar para Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, a 604 quilômetros da capital, apesar da necessidade de resolver negócios familiares. “Aqui em Belo Horizonte, se ocorrer qualquer coisa, corro para o Hemominas, mas em uma viagem longa, como fazer?” Usuário do concentrado por um período que ele nem se lembra qual é, Mota afirma que nunca passou por uma falta tão grande do antídoto. “A gente fica sem solução. O jeito é não sair, ficar se vigiando, mas é impossível.”
No início da noite de ontem, o Ministério da Saúde informou que uma nova remessa de Fator VIII já foi enviada para a Fundação Hemominas a fim de manter o atendimento às necessidades dos pacientes em dia. A chegada está prevista para esta semana. O repasse de Fator VIII à Hemominas é feito semanalmente.
Apoio
Desde 1981, um grupo de voluntários, reunidos na Associação dos Hemofílicos de Minas, mantém uma casa de apoio a pessoas com hemofilia no Bairro Minas Caixa, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Como não há recursos públicos e a sobrevivência é à base de doações, só é possível oferecer hospedagem e comida para quem vem do interior em busca de atendimento. Há espaço para acolher até 40 pessoas. Uma das coordenadoras, Rosemeire Pereira, diz que a casa já esteve para fechar mais de uma vez, mas eles procuram a comunidade e as escolas para continuar. “Meu filho e meu irmão são hemofílicos e percebemos que não há muito apoio para o pessoal que precisa vir sempre à Hemominas.”
Fonte: Portal Uai/MG: 27/08/2008
Janeiro 5, 2009 às 8:51 am
Leda, parabens pelo seu aniversário. Vc. é presença marcante em minha casa diariamente e fico feliz por isso. Continue assim. Que Deus lhe abençoe proteja e guarde . Iracema – Rio Bonito- RJ.
Janeiro 5, 2009 às 8:54 am
Leda, parabens pelo seu aniversario. Que Deus lhe abençoe, proteja e guarde hoje e sempre. Abraços. Iracema. Rio Bonito. RJ.