Região Norte de Belo Horizonte: o que é?
Março 19, 2008
Encontrei uma matéria no portal UAI, sobre a regional norte de Belo Horizonte. Foi a primeira vez que vi uma matéria histórica sobre a região norte, fiquei muito alegre por conhecer um pouco mais de sua história. A região norte é sem dúvida hoje, uma da mais plurais de Belo Horizonte. Pobres, ricos, sem casas, com casas, mansões, ciganos… tudo o que você possa imaginar tem na região norte. Tupi, Guarani, Aarão Reis, Ribeiro de Abreu, Paulo VI, São Bernado… É a norte!
Região Norte, a “próxima fronteira” de BH
Por Alexandre Vaz
A mais nova das regiões administrativas de Belo Horizonte, a Regional Norte ocupa uma área de 34,32 km2, tendo como divisas os córregos Vilarinho, Bacuraus, Isidoro e Onça. Com a implantação da Linha Verde e a construção do novo centro administrativo do governo de Minas Gerais, na área do antigo Hipódromo Serra Verde, a Região Norte é considerada hoje uma das últimas fronteiras de expansão da capital mineira, com grandes áreas ainda a serem ocupadas.
O povoamento da Região Norte começou de forma gradativa, por volta dos anos 30, em áreas públicas onde hoje se encontram os bairros Primeiro de Maio e São Bernardo. Segundo os antigos registros, os primeiros povoados se formaram a partir de fazendas que existiam ao redor do Córrego do Onça. O mais famoso era o povoado do Onça, onde hoje está o Bairro Aarão Reis.
Segundo os documentos históricos, no início do povoamento, a Rua Jacuí era o único acesso à região e, conseqüentemente, ao povoado do Onça. A via também era a única ligação de Belo Horizonte ao município de Santa Luzia. Já na década de 1930, a ocupação demográfica se intensificou para fora dos limites da Avenida do Contorno. Nessa época, surgiram as primeiras vilas operárias, voltadas para a população de menor poder aquisitivo.
Em 1937, inaugurou-se o Matadouro Municipal que foi deslocado para região devido a disponibilidade de água e por ser bom acesso aos boiadeiros. Com sua inauguração foi promovido um novo parcelamento do solo na região, resultando na criação da Vila Operária que deu origem ao Bairro São Paulo. Parte da vila operária, localizada ao norte da atual BR 262, continuou com este nome até 1967.
Após a segunda metade do século XX, com o crescimento urbano acelerado, a ocupação da região passou a ser feita de forma desordenada, em áreas não aconselhadas para a habitação, como encostas, áreas íngremes e às margens de córregos. Hoje, a Regional Norte é marcada por contrastes, dividida entre bairros com população de melhor poder aquisitivo e bairros com condições precárias de vida.
Obras urbanas que melhoraram a integração do Norte com o restante da capital mineira, como a linha de metrô que liga o Minas Shopping a Venda Nova, e a construção da Via 240, que cobriu parte do Córrego do Onça, abriram novos eixos de crescimento econômico nos bairros. A implantação da Linha Verde e a construção do novo centro administrativo do governo de Minas Gerais, abrem uma nova perspectiva da região, com a valorização das áreas do entorno, tanto em bairros de Venda Nova como na Regional Norte.
A diversidade também produziu riqueza cultural. Várias manifestações compõem o perfil heterogêneo de seus moradores, que mantêm tradições como os grupos de congado, capoeira e foleia de reis, mas também cultivam expressões artísticas contemporâneas, como o “hip hop” e o “grafitismo”.
O Bairro Primeiro de Maio e a Avenida Saramenha, entre os bairros Tupi e Guarani, são considerados referência cultural na região, onde existem vários pontos de encontro para movimentos festivos, como a Igreja Santo Antônio e a Praça da JASC. A Regional Norte também possui a maior área verde da capital, com 87 áreas, destinadas a parques e áreas de conservação permanente.
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