Fevereiro 1, 2008...7:15 pm

Seria o direito o avesso do jornalismo?

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Antes de começar a escrever, gostaria de deixar bem claro que são opiniões pessoais, ou melhor, um desabafo em relação ao Direito. Quero deixar isso público: Minha reflexão é “o direito é o avesso do jornalismo”. Em partes, é o avesso do jornalismo por suas tecnicidades! Se os jornalistas aprendem quatro anos para usarem termos simples em seus textos para que todos entendam, passando do leitor pobre ao leitor rico, o direito faz questão de ser pseudo-direito: utilizar algumas palavras em seus textos que você, comum cidadão e não advogado, nunca viu na vida! Que cultura é essa? Os brasileiros, em sua maioria, preferem a TV do que a leitura! Aprendi ainda no ensino médio, com minha professora de Língua Portuguesa, a Rita de Cássia Teixeira Tavares Lopes (é não esqueço o nome dela., talvez por ter sido uma das minhas melhores professoras!) que nem sempre o falar desconhecido é o falar cult.Compartilho por vocês alguns momentos de raiva. Acessei a internet, entrei no site do TJ-MG para acompanhar uma causa trabalhista para meu pai. O que sabia é que meu pai tinha ganhado a primeira causa. Ele só queria saber se o ex-funcionário tinha recorrido da primeira decisão (que confuso isso, hein? né não!) Eu, com a maior boa vontade e abusando da vocação jornalistíca de traduzir o complicado para o simples perdi a paciência! Nem com um bom dicionário em mãos consegui achar definições para palavras ou locuções, como:”PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO”, “em face”, “pacto laboral”, “importe”, “instrução”, “exordial” e muito mais! Que raiva! Que sensação de impotência! Eu não sei o que é mais antítese: essa rigidez em relação a língua portuguesa está sendo quebrada. Alguns amigos meus, que são estudantes de direito, não sabem nem estruturar uma frase, construir períodos, utilizar os tempos verbais certos com documentos sérios, em trabalhos escolares, na vida. Para completar um pouco da minha antipatia em relação aos advogados, outro dia ouvi isso do advogado do meu pai:

- “Calma! O senhor não precisa nervoso lá na frente do juiz não, pai do Sander. Os Juízes são pessoas como nós mais muito mais inteligentes, com um QI mais alto e melhores em algumas coisas”.

Não me contive. Meu pai só tinha perguntado: “E se eu ficar nervoso lá no tribunal?” Comecei a discutir na hora com o advogado… Que pensamento mesquinho meu Deus!! Quanta babozeira!!! Mas em como toda profissão, todos nós nos achamos deuses…

2 Comentários

  • isso eh ridículo!!!!!

  • ate entendo o ‘desabafo’
    mas nao tem fundamento

    1º “textos para que todos entendam, passando do leitor pobre ao leitor rico”
    isso é impossivel acontecer, se fosse verdade nao haveria tanta diferenca entre os jornais.
    a noticia é igual para todos, estará no jb, globo, povo… o que diferencia um jornal do outro é justamente a linguagem, leia o povo que vc vai ver ‘anorma culta’ usada pro povao

    2º “utilizar algumas palavras em seus textos que você, comum cidadão e não advogado, nunca viu na vida”
    os processos sao de juiz para adv e nao de juiz pra povao, senao seria uma zona total
    juiz falando: “sr. fulano, devolva o bagulho que vc surrupiou do cara senao a chapa vai esquentar”

    um cidadao quando entra com um processo ele precisa de um advogado ou defensor publico, e este será o porta voz do autor perante o juiz, queira ou nao, exceto no juizado especial que nao precisa de adv

    essa é a diferenca e o pq de usar termos apropriados


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