Rever minhas fotos: Muitas vezes eu tenho que voltar no tempo para redescobrir que, apesar de tanto crescimento e amadurecimento sobre minhas concepções de mundo, sou uma única essência. Esta, que está aqui desde maio de 1988.
Mas quem sou eu? Talvez depende do dia, do enquadramento, da luz. Fato é que algumas características sempre estão presentes, como a curiosidade e a inconstância. Assim são os geminianos, preparados para uma nova ideia, um novo desafio. É aquela vontade de oxigenar com novos ares qualquer ambiente empoeirado.
Me enquadro naquele perfil de eterno aprendiz. Não tenho vocação para ser professor, como mamãe foi. Apenas quero ouvir, ler, absorver e aprender. Escolho aquele tipo de aprendizagem livre, que a gente encontra – por exemplo – em um encontro com os amigos.
Liliene Dante, Sander Kelsen e Breno Procópio - Amigos reunidos na mesa do Bolão, em dezembro de 2012. "O tempo e o espaço são relativos. Mas a nossa essência, não!"
Gosto de escrever minhas crônicas secretas. Não tem um tema específico. A morena que tem sorriso fácil e jeito tímido é sobre o que coloco no papel ultimamente. Não a conheço bem; apenas duas palavras foram trocadas com a garota: bom dia.
É aí que fica mais instigante. O que há por trás daquela beleza distinta e que me agrada tanto? Tímida, alegre e de aura pura. O ego toma conta e diz: “É o meu tamanho”.
Ela diz que adora se perder, procurando.
Ouvindo Paulinho Moska. Talvez tem razão: Tudo novo de novo. Vamos começar colocando um ponto final? Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim.
Escrever em tempos natalinos é diferente. De tanta gente feliz e desejos sinceros para a felicidade, parece que a essência do coração se transfere para as mãos. Tanto incentivo cai bem e o texto corre melhor. Nesses dias, talvez é mais fácil se emocionar – mesmo com palavras duras.
Quando um enredo é bem contado, a gente se torna parte da história. Sempre admirei quem escreve bem. E sempre tive exemplos bem perto de mim. Quando alguém começa a escrever ao meu lado, vejo o que ninguém vê. O escritor cria um egrégora em volta de si: um clima inexplicável. Mas não percebe isso. Não é por menos, fica horas e horas colocando no papel o que quer deixar eternizado.
Por falar em eternidade, o que quero levar de 1994*?
(*Bom, 1994 é um ano aleatório que escolhi. Assim sou eu: descompromissado de continuidade nos textos livres. O asterisco e a explicação vem logo junto, assim mesmo. Na faculdade me recordo que sempre pediam para fazer algo novo, de oxigenar o mercado. Mas sempre os trabalhos tinham que ser colocados no papel, devidamente digitados e rigorosamente de acordo com as regras da ABNT. Foi um tempo de contradições que me fizeram amadurecer – em muitas coisas. Mas essa é outra história!)
A foto da formatura e da turma reunida! Aquelas faces nunca serão esquecidas. Já os nomes, se foram. Quem importa? É que eles ainda são parte da minha vida. E me fazem lembrar de como era apegado… No primeiro dia de aula (na escola Bola Azul, 3º período de 1994) não queria deixar minha mãe ir embora. Como pronome possessivo, pobre de mim, a vida tinha que seguir seu curso. E mamãe também.
Ainda guardo o nome da professora. Maria do Carmo. Foi quem praticamente me alfabetizou. Gostava dos livros e da sala de aula. Estudava pela manhã. Tomava café assistindo a Globo. Era um desenho que falava sobre o corpo humano e passava antes das seis. Nunca mais tive a oportunidade de revê-lo… Nem pelo youtube.
Em 1994, tinha medo de helicóptero e avião (Mal sabia que 17 anos depois iria trabalhar como repórter aéreo em uma rádio de Belo Horizonte). Descobri que sou espírita e, tanto pavor pode ser explicado por causa de experiências que tive em vidas passadas. Mas o que importa é o agora, esta, em que sou Sander.
Para entender os efeitos do tempo lá fora, nada como Vivaldi. A chuva, pela primeira vez, caiu em tom de caráter forte. O menino ficou com medo quando olhou pela janela. O que ele viu, nunca mais vai esquecer: Neblina, que escondia a montanha que protegia a cidade.
Os velhos hábitos precisam ser superados. Mas o pensamento foi interrompido por uma ligação de um amigo do Rio. Um burburinho entrou na mente e, o raciocínio não se pode concluir. Respirou incenso: Primavera, verão, outono e inverno.
Estava com saudade da alma gêmea. E este vai ser 2012.
Tem um quê de todos nós nessa música. Rita Lee, no clipe abaixo, em 1975. Voando alto no RJ. A letra de “Agora só falta você” é a representação (ou a melhor representação) sobre o que penso do conceito “LIBERDADE”! Ela encoraja e ressalta que a mudança é importante – sempre. E ainda, de sentir prazer do que somos, do lugar onde estamos. ”Um belo resolvi mudar. E fazer tudo o que eu queria fazer.”
Algumas coisas a gente tem que levar para a vida toda. Eu sinto que meu corpo está ficando velho, que um dia as rugas vão aparecer e que meus cabelos vão ficar brancos. Mas tenho a certeza que meus pensamentos e concepções sobre o mundo ainda serão jovens. Mente jovem, bem arejada e com janelas abertas – talvez essa é a expressão correta. Se esse blog durar, meus descendentes poderão ler o que sempre pensei da vida. É uma coisa de doido. “Vamos ver o que vovô escreveu em novembro de 2011?”
Pois então, meus queridos netos, hoje tenho mais um causo a contar. Talvez nem seja um causo, mas um pedido sobre o exercício do amor.
Era um outubro de 2011. Recebia, mais uma vez, a minha grande amiga (de muitas e muitas vidas) aqui na capital mineira. Nos encontramos em um cruzamento do bairro Santa Efigênia, próximo a Avenida do Contorno. O horário era do almoço e tinha acabado de sair da TV, num sol das uma da tarde. Ela iria para uma consulta médica.
Esses encontros eram intensos, permeados de alegria, conversas e descontração. Por um instante, todos os problemas do mundo eram esquecidos. O ambiente era transformado em uma espécie de “Ponte para Terabithia” (Por favor, caros netos, procurem no Google – ou Facebook – para entenderem que “Ponte” é um livro e também um filme com belíssima história).
Ela falava sobre coisas relacionadas a natureza. Reafirmava o seu amor pelos seres humanos. Me contava sobre o seu espelho maior, Jesus Cristo. Eu tinha 23 anos, um jovem jornalista que começava a ver como o mundo realmente era e vivenciava cada vez mais boas experiências apesar dos pesares.
Nessa época gostava de ouvir Marcus Viana, Sagrado Coração da Terra e músicas mais década de 70, como esta, “The year of the cat”.
Ainda não tinha conhecido a Avó de vocês. Mas era essa a música que ouvia antes de encontrá-la no sul.
Bem, ela olha em você tão calmamente
E os os olhos dela brilha como a lua no oceano
Ela chega em incenso e patchouli
então você a toma, para encontrar o que está esperando por dentro
O ano do gato
Então você a toma, para encontrar o que está esperando por dentro... O ano do gato!
Vovô sempre foi um menino tímido. Já briguei com muita gente – no bom sentido – em prol de minhas ideologias e no que acreditava ser certo. Mas certo é que nunca consegui ter mágoa de ninguém ou de ficar com raiva de ninguém. Talvez não transparecia isso. Mas essa sempre foi minha natureza. A de um ser humano que sempre acreditou no potencial das pessoas.
O sol estava quente, radiante. O azul do céu era único! Azul, sem nenhuma nuvem, Azul com o A maiúsculo mesmo!! Perguntei a minha amiga qual era o segredo da vida. Ela sorriu, repetiu meu nome, Sander Kelsen, Sander Kelsen. Não era a primeira vez que tinha perguntado isso a ela. No fundo sabia a resposta. A vida não tem segredo. Ela apenas necessita de serenidade.
Bem, ela olha em você tão calmamente e os os olhos dela brilham como a lua no oceano. Ela chega em incenso e patchouli.
Agora, às 14h14 de um domingo chuvoso na Casa Mirante Feliz, desse 27 de novembro de 2011… Eu espero que vocês possam ter a possibilidade e a experiência de encontrar amigos para todas as horas, todos os momentos. Amizades que sejam como um dia de outubro com céu Azul radiante, transparente. Eu tenho certeza que a essência de vocês, meus queridos netos, também é como a minha – de serenidade – isso está no sangue de nossa família.
Apenas como um rio correndo através do ano do gato.
Certo de que vocês vão ler esse post um dia. Eu sou prevenildo de natureza e já estava pensando em vocês no passado. Imaginando daqui nossa família nas próximas gerações. Isso é uma infinita possibilidade real!
Com o passar do tempo a gente vai estabelecendo e descobrindo metas para a nossa vida profissional e pessoal. Prestes a completar 24 anos, a gente começa a perceber que nossos pais não são eternos, que os problemas de saúde começam a dar os primeiros sinais (mesmo que de leve) e até arriscamos em traçar uma lista para medir o quanto evoluímos espiritualmente.
E aí você começa a achar que vai chegar no apogeu quando se aposentar. Afinal, vai ter tempo para realmente fazer o que gosta (esperamos!) É um marco! Para abrir mais uma reflexão, essa é talvez a fase mais esperada! Então coloca em uma lista o que deve fazer depois que conquistar essa dádiva. Não se pode esquecer de nada. Talvez falta apenas isso para dizer que a vida valeu a pena.
1- Passar 2 dias seguidos deitados em uma cama, quietinho, assistindo a bons filmes com sua companheira. Não vale fazer mais nada – a não ser aquelas necessidades.
2- Sair andando pelado pela casa sem se importar com pudores.
3- Gritar, gritar, gritar – Em um lugar de muito verde e que ninguém te escute. É um exercício de se colocar no centro de sua vida e deixar sair todos os sapos que teve que engolir.
4- Fazer sexo 12 horas sem parar – Isso, claro, se a sua potência ainda deixar.
5- Respirar.
6- Inspirar.
7- Expirar
8- Praticar yoga.
9- Ter coragem de passar aquela cantada cafajeste para a garota que estudou com você na faculdade de jornalismo.
10- Dormir… Dormir… Praticar a sonoterapia como nunca!
11- Ouvir Rock n’ Roll bem alto no carro
Lista modesta, que pretendo cumprir. Quando se é jovem, nem tudo é permitido. Nada melhor do que chegar aos 55 anos – aposentado e matuto e maduro.
Dessa vez é diferente. Os recém-casados lideram a carreata em cima de uma rural. O que os movem é a força invisível das buzinas. Elas não incomodam e se transformam em música clássica ao anunciar o amor. Acordam a vizinhança com delicadeza. Convidam, “venham partilhar conosco também a sua alegria!” O menino observa da janela. Ele está encantado e um dia sonha também poder participar de um ritual como esse. Imagina como vai ser a festa em seus detalhes. A união de duas almas em uma só. Uma valsa. Gestos de simplicidade e divindade. O menino também quer se casar na primavera. Pode ser em outubro, em um dia que não esteja nem frio, nem quente. Mas que tenha cheiro de margaridas e que o sol se desabroche na temperatura ideal. Tem que ter grama verdinha. Não precisa ter cadeiras. Assim os convidados se ajeitariam no chão mesmo, em contato com a terra, bem à vontade. A cerimônia deve acontecer sem pressa. Todo cuidado é pouco para que os sentimentos tenham tempo de ser os mais puros possíveis. Ele sonha com a roupa que vai usar. Um terno branco para simbolizar a união e a paz. Quer sua noiva bonita, com vestido sem muita pompa. Se possível, aquele que combine bem com o seu terno. Ele tem certeza que ela vai estar com um belo laço de flores, entrelaçado com o cabelo cacheado. Sem grandes formalismos. O esperado sim e a benção do padre serão feitos em um altar de pedras. É que quando se conheceram, estavam andando por terras de pedras, no sul de Minas Gerais. Até parecia acaso. Não foi. É fácil identificar os sinais quando sua alma gêmea está por perto. É o velho e sábio clichê, amor à primeira vista. Enquanto esse dia não chega, o menino corre. Quer ver a continuação da carreata da janela mais próxima. Ele então sorri e percebe que não é preciso correr. Tudo tem o seu tempo.
(Noite de quinta-feira, depois do expediente, pós-horário de pico, na volta para casa.) Não precisa nem de relógio. Quando o frio aperta e a lua se completa entre o pirulito e o antigo prédio do BEMGE, no centro de Belo Horizonte, Dona Aparecida se recolhe. O banco, o guarda-sol e as memórias de mais um dia de trabalho cabem direitinho no carrinho de pipoca. Para não perder o produto, fez promoção e tentou ganhar o cliente pela necessidade de enganar a fome. O cheiro de amendoim subiu em direção às janelas dos edifícios. Ela então pitou o último cigarro de palha… Bem calma, olhando ao redor. Com um pouco de esforço levou para um lugar especial o que garante o sustento da casa, no Aglomerado da Serra. Observei tudo. Aprendi muito com esta senhora de cabelos loiros e pele de maracujá maduro.
(O termômetro eletrônico marcava 15º graus. Muito adequado para observar mais e mais!) À espera, antes de o ônibus chegar, recordei memórias, achados de seis anos. Eu era apenas um estudante do colegial e descia quase todos os dias a Rua da Bahia para chegar a Praça Sete. Um dia me falaram que na vida tudo é impermanente. Mas hoje discordei. Não! Cheguei a esta conclusão, convicto. Ainda hoje fiz exatamente o mesmo caminho de 2005. Agora, o contexto é diferente: sou assalariado e esse tinha sido mais um prazeroso dia no trabalho. Não hesitei, cumprimentei: “Boa noite, memórias!” Isso em pleno cruzamento da Amazonas com Afonso Pena. Impressionante! Elas ainda continuavam lá, do jeito que tinha deixado quando completava 17 anos. Os prédios, as lojas, o corre-corre da cidade, a beleza das luzes, as árvores, os sons. (A vida pulsa nesse centro de possibilidades).
(Ainda analisando esse meu dia, continuo no ponto de ônibus, com o desejo de voltar à minha querida casa depois de uma semana e quatro dias fora) Ao olhar em direção à Rua Rio de Janeiro, percebi que o microfone tem o poder de celebrizar quem tem o passaporte para segurá-lo. Mais cedo, ainda hoje, entrevistei populares por lá. As pessoas paravam, contavam causos e “segredos” de suas vidas. Algumas confessavam, “já te vi na TV”. Outras armavam um verdadeiro circo para se verem na tela. Mas de noite, quando saio do trabalho e volto para casa, sou mais um anônimo. No ponto de ônibus, às nove da noite, ninguém me reconhece, ninguém desconfia que apareço na TV. Por dentro, dou gargalhadas. Essa última é a realidade que me agrada. As pessoas passam. Nem sequer ousam saber que agora são personagens de minhas crônicas secretas…
(O ônibus chega.) Nada mudou: ainda tenho dificuldade para ler o letreiro luminoso que diz “1509 / Tupi.” Sento-me ao lado de Patrícia. Ela não me reconheceu. Estudou comigo na quarta e quinta séries (1998 – 1999). Talvez só eu – dentro daquele ônibus – sabia que ela tinha um apetite insaciável quando o assunto era namorado. E também, ‘também’ com certeza, só eu sabia que ela já colocou pó de giz no copo da professora. Uma peraltice daquelas, que hoje é insignificante. Mas, na época, significou muito: quase foi pega pela Senhora Conceição que, para variar, chegou de supetão na sala de aula.
(O 1509 acelera, acelera. Meu coração também: quase na casa Mirante Feliz) O ônibus vence a Rua Jacuí. Quando chega a Av. Cristiano Machado, observo que o letreiro do Hotel Ouro Minas já não é tão iluminado como antes. Por falar nisso, há seis anos, nessa região dos Bairros Ipiranga e União, a Avenida tinha mais árvores. Hoje tem mais passarelas e concreto em formato de viaduto. Achei feio. Por salvação, um fusca emparelha com o 1509. Fusca azul, bem conservado, fazendo 60 por hora. Um senhor barbudo é quem dirige. E nem sei o motivo, mas tive a impressão – por um momento – de que serei como este senhor sereno quando estiver com 70. Gostei.
(Casa Mirante Feliz) Gostei ainda mais de ser recebido em casa. Pai, mãe, irmão. Ganhei cheiros e abraços. Como senti falta do meu porto seguro. Revi Belo Horizonte, agora da minha varanda. Lembrei de meus amigos. Agradeci…
Maio de 2011. Esta é uma nova fase do blog. Depois de 4 anos no ar, o mote muda: de “Jornalismo multimídia em Belo Horizonte” para “Entre as serras de Minas”. Essa nova adequação vai de encontro às minhas necessidades atualmente. Conhecer melhor essas Serras de Minas. E partilhar com vocês o que o nosso Estado tem de melhor. O título “Sagrado” é uma homenagem às nossas terras. É raiz, essência, quintal de casa.
Em uma praça de uma cidade da região metropolitana.
Sander Kelsen é repórter de vídeo, entusiasta do telejornalismo e do jornalismo multimídia. Gosta de notícias, é descendente de italianos/índios/austríacos/portugueses - legítimo brasileiro! e não gosta de praia. Ouve Milton Nascimento, Lô Borges, Marina Machado, Elis Regina e outros cantores. Vive em Belo Horizonte e tem mania de andar pela cidade atrás de histórias.
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.CURTA BIOGRAFIA
"Para não esquecer, brinquei de pega-peixe. Ganhei no aniversário de 4 anos, em 1992. Os corredores do casarão pareciam misteriosos. Tudo foi construído ainda na década de 1970, quando a família trocou de bairro. Naquela época, não havia asfalto, mas uma nascente perto - diversão nas tardes quentes dos domingos. Uma única televisão preta e branca já ditava tendências de programação – novela/jornal/novela/jornal. Uma coleção de moedas antigas, que era sempre guardada no baú da sala, foi o xodó de Antônio da Luz. Maria Agarpe nunca gostou muito do nome, preferia ser chamada de avó Madalena – talvez por ouvir Elis Regina. Em 1990, o conceito de casa era diferente, os almoços eram em mesas de madeira. Havia tempo, guardava-se ainda gordura em latões na geladeira. O feijão tinha outro gosto, assim como o arroz e o macarrão. Tudo ia para a panela penedo, que cozinhava até pedra."
o tempo e o amarramento de mulheres de areia é totalmente diferente das novelas de hoje. impressionante!! 4 months ago
"O galo cantou, tá fora de hora. Despedida triste e eu já vou embora. Cantou, deixa cantar. Senhora do Rosário, peça a Deus pra me ajudar" 4 months ago